Neste 22 de julho, Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, a Prefeitura de Itapema reforça a importância da prevenção à violência contra a mulher e do fortalecimento da rede de proteção, destacando que informação, acolhimento, denúncia e acesso à Justiça são instrumentos essenciais para interromper ciclos de violência e salvar vidas.
De acordo com dados do município, Itapema registrou cinco casos de feminicídio desde 2020: três ocorrências em 2020, uma em 2021 e uma em 2024. Não houve registros em 2022, 2023, 2025 e, até o momento, em 2026.
Embora cada feminicídio represente uma perda irreparável, a ausência de novos casos nos últimos períodos evidencia a relevância de uma rede de proteção estruturada, acessível e preparada para atender mulheres em situação de violência.
Prevenção começa antes da violência extrema
A administração municipal destaca que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ocorrer antes que os casos evoluam para situações extremas. O acesso à informação sobre os diferentes tipos de violência, o conhecimento dos direitos garantidos por lei, a solicitação de medidas protetivas e a realização de denúncias são ferramentas fundamentais para romper o ciclo da violência.
Em Itapema, o Centro de Atendimento às Vítimas de Violência (CAVV) desempenha papel importante no acolhimento, orientação e atendimento especializado às mulheres.
Outro avanço apontado pelo município foi a implantação da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), que passou a oferecer uma estrutura especializada da Polícia Civil para atuar na prevenção, investigação e combate à violência contra a mulher.
Segundo a diretora do CAVV, Rosimeri Henschel, o acesso à informação faz toda a diferença para que as vítimas consigam buscar ajuda.
“Quando a mulher conhece seus direitos, sabe onde buscar ajuda e encontra uma rede preparada para acolhê-la, aumentam as possibilidades de romper o ciclo de violência e prevenir desfechos ainda mais graves”, destaca.
Atuação integrada fortalece a proteção
A Prefeitura ressalta que a proteção das mulheres depende da atuação conjunta dos órgãos que compõem a rede de atendimento, incluindo Polícia Civil, Poder Judiciário, Ministério Público, assistência social, saúde e demais instituições envolvidas no enfrentamento à violência.
Santa Catarina ainda enfrenta números preocupantes
Apesar dos avanços nas políticas de proteção, os indicadores estaduais demonstram que o desafio permanece significativo.
Em 2025, Santa Catarina registrou 52 casos de feminicídio. Entre janeiro e junho de 2026, já foram contabilizados 28 feminicídios no Estado.
No mesmo período, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) registrou 31.655 pedidos de medidas protetivas em 2025 e 17.058 solicitações entre janeiro e junho de 2026, evidenciando tanto a dimensão da violência quanto a importância do acesso aos mecanismos de proteção.
A administração municipal reforça que prevenir o feminicídio significa garantir que as mulheres conheçam seus direitos, tenham acesso aos serviços de apoio e encontrem uma rede preparada para oferecer acolhimento, proteção e encaminhamento.










