O varejo de Santa Catarina registrou queda de 3,6% nas vendas em abril, desempenho considerado o terceiro pior entre os estados brasileiros no período. O resultado foi divulgado nesta semana pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na média nacional, o recuo foi de 1,5%, indicando uma desaceleração mais ampla do setor em todo o país.
Apesar do desempenho negativo no mês, Santa Catarina mantém um dos melhores resultados do Brasil no acumulado dos últimos 12 meses, com crescimento de 4,7%. O estado fica atrás apenas do Rio Grande do Norte (6,3%), Amapá (6%), Pernambuco (5,2%) e Distrito Federal (4,9%).
Combustíveis influenciaram resultado de abril
De acordo com o presidente da Fecomércio-SC, Hélio Dagnoni, a principal influência para a queda registrada em abril foi o setor de combustíveis, que enfrentou volatilidade de preços no período.
Segundo ele, fatores externos contribuíram para o cenário, incluindo instabilidade geopolítica e incertezas econômicas.
“Para o setor do comércio, o ano de 2026 vem registrando alguns resultados decepcionantes até aqui. O saldo de empregos está negativo no estado, por exemplo, ao contrário do que ocorreu no ano passado”, afirmou Dagnoni.
O dirigente também destacou que o cenário de cautela é influenciado por fatores como o contexto fiscal do país e o ambiente eleitoral.
Varejo ampliado tem queda menor
No varejo ampliado — que inclui setores como veículos, materiais de construção e atacarejo — a retração em Santa Catarina foi de 0,2% em abril, desempenho melhor do que a média nacional, que ficou em -0,7%.
No acumulado de 12 meses, porém, o crescimento do varejo ampliado catarinense é menor, de 2,2%, enquanto o varejo restrito registra alta de 4,7% no mesmo período.
O cenário aponta para um comportamento desigual entre segmentos do comércio, com setores mais sensíveis ao consumo imediato sofrendo maior impacto no curto prazo.










