Da bucólica e acolhedora cidade nascida de uma comunidade de pescadores, para a apaixonante Capital Nacional do Mergulho e da Pesca com suas águas mornas e calmas: esta é Bombinhas, que vem passando por uma rápida transformação. Com atrações naturais, o município de 35 km² conta com aproximadamente 70% de área de preservação ambiental permanente ou de conservação.
Os instrumentos de ordenação do desenvolvimento do município mostram que Bombinhas vem se preparando há algum tempo para se consolidar como destino turístico: até 2018, as estruturas que abasteciam a cidade tinham capacidade sete vezes menor que a atual. Os caminhões-pipa, que comprometiam o deslocamento dos moradores e visitantes na alta temporada, eram a única solução.
Isso porque Bombinhas tinha muita dificuldade no abastecimento de água, só resolvido com a concessão dos serviços públicos e após a implantação de uma adutora com grande capacidade de transporte de água. São 27 Km de extensão, partindo do município de Tijucas, passando por Porto Belo, até chegar no topo do Morro de Zimbros, onde foi construída a nova Estação de Tratamento de Água (ETA). De lá, o abastecimento segue para as casas e comércios por gravidade e bombeamento.
Os investimentos em água, realizados pela concessionária Águas de Bombinhas, foram concentrados nos primeiros anos do contrato. Esta condição de abastecimento adequado esvaziou as discussões que existiam até 2020.
Água potável: capacidade instalada apoia a expansão e desenvolvimento urbano
Sem abastecimento regular de água, cidades turísticas têm limites físicos para crescimento populacional, abertura de hotéis e pousadas, construção civil, restaurantes e comércio e apresentam, ainda, contenção da valorização imobiliária.
Bombinhas sofreu durante muitos anos com falta de água por dependência de sistemas limitados de abastecimento. Com a ETA implantada, o abastecimento atual de água – que na baixa temporada atende os atuais 28 mil habitantes e, também, os visitantes de fim de semana – chega a atender mais de 1,5 milhão de pessoas na alta temporada.
A melhoria no abastecimento apoiou a expansão econômica. Atualmente, Bombinhas possui uma das maiores concentrações de hospedagens do litoral catarinense, considerando proporcionalmente o tamanho do município. Além de uma grande rede de hotéis e pousadas, cerca de 80 imobiliárias atuam com locação de temporada nos mais variados formatos, sem mencionar os milhares de anúncios Airbnb. Isso explica como um município do tamanho de Bombinhas consegue receber tantos visitantes.
Os dados apontam, também, para o sucesso do crescimento da construção civil. Em 2016, o m² de área custava entre R$6 e R$8 mil, enquanto o mercado nacional estava estagnado, com a média ao redor de R$7,6 mil, nas grandes cidades (monitoradas pelo FipeZap). Já em 2025, o m² em Bombinhas passou a custar entre R$16 e R$18 mil e imóveis frente mar podem chegar a 20 mil/ m² ou mais. Na prática, o m² de Bombinhas praticamente triplicou desde 2016.
A segurança hídrica passou a funcionar como elemento de sustentação da economia turística local, reduzindo gargalos históricos ao desenvolvimento urbano. A população cresceu em 49,7% em 8 anos (de 19,1 para 28,7 mil/hab) e o PIB per capita em 43% até 2023.









