Marcello Casal JrAgência Brasil
O mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a inflação brasileira em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,30% para 5,33% neste ano.
A revisão marca a 15ª semana consecutiva de aumento nas projeções inflacionárias e mantém a expectativa acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.
Alimentos seguem pressionando a inflação
A alta nos preços dos alimentos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre a inflação brasileira.
Em maio, o IPCA registrou avanço de 0,58%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses atingiu 4,72%, ultrapassando o limite superior da meta de inflação.
Mesmo com o anúncio de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, que tende a aliviar os preços de combustíveis e alimentos, o mercado segue cauteloso em relação ao comportamento dos preços ao longo do ano.
Mercado prevê Selic em 14% ao ano em 2027
O Boletim Focus também trouxe novas projeções para a taxa básica de juros da economia.
Após a recente redução promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic está atualmente em 14,25% ao ano. Para o encerramento de 2026, os analistas passaram a prever juros em 14% ao ano, acima da estimativa anterior de 13,75%.
A expectativa é que o Banco Central realize mais um corte na próxima reunião, marcada para agosto, encerrando o ciclo de reduções neste ano.
Juros altos impactam crédito e consumo
A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação.
Quando os juros permanecem elevados, financiamentos, empréstimos e compras parceladas tendem a ficar mais caros, reduzindo o consumo e ajudando a conter a alta dos preços.
Por outro lado, juros menores costumam estimular a atividade econômica ao facilitar o acesso ao crédito.
Economia brasileira tem projeção de crescimento ligeiramente maior
A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,96% para 1,98%.
No primeiro trimestre do ano, a economia brasileira avançou 1,1% em comparação ao último trimestre de 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Já a cotação do dólar deve encerrar 2026 em R$ 5,20, conforme a projeção das instituições financeiras consultadas pelo Banco Central.
FONTE EBC








