A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar possíveis inconsistências na apuração da morte do cão comunitário Orelha está a apenas uma assinatura de sair do papel na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O requerimento, apresentado pelo deputado estadual Mário Motta (PSD), já reúne apoio de 13 parlamentares e necessita de 14 assinaturas para ser oficialmente protocolado.
A iniciativa surgiu após o Ministério Público de Santa Catarina solicitar o arquivamento do inquérito policial relacionado ao caso. Segundo o parlamentar, ainda existem dúvidas sobre a condução das investigações que justificam uma análise mais aprofundada pelo Legislativo estadual.
“O nosso objetivo nunca foi apontar culpados previamente, mas garantir que todos os questionamentos levantados ao longo desse processo sejam respondidos de forma transparente. A sociedade catarinense merece ter acesso à verdade dos fatos”, afirmou Mário Motta.
O que a CPI pretende investigar
De acordo com o requerimento, a comissão busca reunir documentos, ouvir testemunhas e autoridades envolvidas, além de revisar informações que geraram repercussão pública desde o início das investigações.
Entre os pontos que podem entrar na apuração estão:
- Cronologia dos acontecimentos;
- Procedimentos adotados durante o inquérito;
- Acesso e preservação de provas;
- Depoimentos e laudos periciais;
- Imagens de câmeras de monitoramento;
- Transparência dos órgãos responsáveis pela investigação.
O caso do cão comunitário Orelha mobilizou forte repercussão nas redes sociais e gerou manifestações públicas de entidades ligadas à causa animal e da população catarinense, aumentando a pressão por respostas consideradas definitivas sobre o episódio.
Parlamentares que já assinaram o pedido
Até o momento, os seguintes deputados estaduais manifestaram apoio à instalação da CPI:
- Mário Motta (PSD)
- Napoleão Bernardes (PSD)
- Nilso Berlanda (PSD)
- Marcius Machado (PL)
- Luciane Carminatti (PT)
- Marquito (PSOL)
- Pedro Baldissera (PT)
- Neodi Saretta (PT)
- Rodrigo Minotto (PDT)
- Serginho Guimarães (União Brasil)
- Altair Silva (PP)
- Fabiano da Luz (PT)
- Volnei Weber (MDB)
Com apenas uma assinatura restante, a expectativa agora é sobre quem será o parlamentar responsável por viabilizar oficialmente a abertura da comissão, que poderá ampliar o debate sobre a condução das investigações e a transparência dos procedimentos adotados no caso.










