Santa Catarina encerrou o primeiro trimestre de 2026 com a criação de 59.396 empregos formais. O desempenho coloca o estado entre os três principais geradores de vagas do país no acumulado de janeiro a março do corrente ano, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira, 29, e compõem o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) referente a março de 2026.
O mercado de trabalho formal de Santa Catarina registrou o terceiro maior crescimento acumulado no país, entre janeiro e março. O estado registrou um aumento percentual de 2,26%, superando tanto a média nacional de 1,27%, quanto a média da Região Sul, de 1,85%.
No mês isolado de março, Santa Catarina criou 16.868 novos empregos formais, o quarto melhor resultado do país, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em comparação ao mês anterior, a taxa de crescimento foi de 0,63%, superando a média nacional, de 0,47%, e a média da Região Sul, que ficou em 0,41%.
“A criação de quase 60 mil empregos formais coloca o estado entre os principais protagonistas nacionais na geração de vagas. Esse desempenho no primeiro trimestre de 2026 é um reflexo claro do dinamismo e da força do nosso mercado de trabalho. Santa Catarina tem uma saúde econômica que se traduz em oportunidades reais para a população. Seguiremos firmes, incentivando políticas públicas que estimulem ainda mais esse cenário positivo e promovam inclusão e desenvolvimento em todas as regiões”, afirmou o Secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino.
Indústria catarinense tem o 2º melhor saldo do país
A Indústria catarinense registrou o segundo melhor saldo de novos empregos formais no mês de março de 2026 entre as unidades da Federação. De acordo com o Novo Caged, Santa Catarina apresentou saldo de 5.525 novos postos de trabalho na Indústria geral, atrás apenas de São Paulo, que registrou 8.197.
O estado gerou 19% dos novos empregos da Indústria nacional. Isso significa que a cada cinco novas vagas abertas no setor, uma foi em solo catarinense. Cabe ressaltar que o estado tem menos de 4% da população brasileira, o que demonstra a densidade e a competitividade do setor produtivo no estado.
Na Indústria, o maior destaque foi da Indústria de transformação, que gerou saldo de 5.718 novas contratações formais em março, enquanto todas as unidades da Federação, juntas, geraram um saldo total de 23.692. A cada quatro contratações nacionais no segmento, uma foi em solo catarinense. No referido mês, o subsetor com o maior saldo foi o de Fabricação de produtos alimentícios, com 1.585 novas contratações.
O setor de Serviços, por sua vez, gerou saldo de 7.434 novas vagas formais no mês de março do corrente ano, evidenciando a sua importância e vitalidade para a economia catarinense. Destacaram-se as Atividades administrativas e serviços complementares (2.564) e as Atividades profissionais, científicas e técnicas (1.012).

