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Projeto de Lei garante direito de crianças com deficiência levarem seu próprio alimento às escolas em Balneário Camboriú  

A proposta reconhece que, em muitos casos, especialmente entre crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), há uma seletividade alimentar severa

by da Redação

A Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú deliberou em primeira discussão na quarta-feira (12), o Projeto de Lei Ordinária Nº 232/2025, de autoria da vereadora Jade Martins (MDB), que propõe garantir às crianças com deficiência e/ou transtornos do neurodesenvolvimento o direito de levar seu próprio alimento para o ambiente escolar, seja em instituições públicas ou privadas do município.

A iniciativa surge como resposta às necessidades específicas desses alunos, que muitas vezes enfrentam seletividade alimentar, alergias ou outras condições clínicas que os impedem de consumir a merenda padrão oferecida pela escola.

De acordo com o texto, os pais ou responsáveis deverão apresentar laudo médico à instituição de ensino, comprovando o diagnóstico e descrevendo as restrições alimentares da criança, além de orientações específicas para o consumo adequado dos alimentos.

Inclusão e acolhimento no ambiente escolar

A proposta reconhece que, em muitos casos, especialmente entre crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), há uma seletividade alimentar severa — quando o aluno aceita apenas determinados alimentos, rejeitando outros por conta da textura, sabor ou aparência.

Segundo a vereadora, obrigar esses alunos a comer alimentos fora de sua rotina pode causar crises de estresse e ansiedade, prejudicando o aprendizado e o convívio escolar. “Permitir que a criança leve um alimento familiar é uma forma de garantir que ela se sinta segura, acolhida e incluída”, destacou Jade Martins.

Além disso, a medida também oferece proteção a alunos com alergias alimentares, reduzindo riscos de reações adversas e trazendo mais tranquilidade às famílias.

O projeto reforça a importância de respeitar as particularidades de cada estudante e de promover a igualdade de acesso à educação. Ao permitir que a família forneça o alimento mais adequado, a escola garante que a alimentação não se torne uma barreira à aprendizagem e à socialização.

“As escolas têm o dever de respeitar as necessidades de cada aluno. Este projeto não representa um privilégio, mas sim um direito fundamental que assegura saúde, dignidade e inclusão”, explicou a parlamentar.

Texto: Ariel Silva

Foto: Márcio Gonçalves

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