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Ponte Colombo Salles: obra travada e tubulações expostas ameaçam navegação

Remoção das passarelas da ponte está paralisada e situação deve se arrastar até 2026

by da Redação

Apesar de décadas de alertas sobre os riscos estruturais nas pontes que ligam a Ilha de Santa Catarina ao continente, a solução para alguns desses problemas históricos ainda parece distante. A mais recente evidência disso é a paralisação da obra de remoção das passarelas da Ponte Colombo Salles, que, segundo levantamento do deputado estadual Mário Motta (PSD), deve se arrastar até 2026.

A intervenção – formalizada no Contrato nº 065/2024 – prevê a retirada das estruturas remanescentes das passarelas, interditadas há décadas. A passarela do lado norte, por exemplo, está fechada desde 1983. A do lado sul, após a queda de dois elementos, ainda em 2001, também foi interditada. Hoje, análises fotográficas indicam a ausência de 15 peças de guarda-corpo na passarela da face norte da ponte, cada uma pesando 270 kg – um risco à segurança pública.

“A obra está com uma ordem de paralisação emitida em fevereiro. O motivo? A presença de uma adutora da Casan no lado norte da ponte. Como resultado, apenas a passarela sul foi desmontada até o momento. Dos R$ 3,7 milhões previstos, somente R$ 1,4 milhão foi executado, o que representa menos de 40% do contrato. O prazo final de entrega, previsto para esse mês, se tornou irreal”, comenta o deputado.

A Casan, por sua vez, trabalha na instalação de uma nova adutora na Ponte Pedro Ivo Campos, com investimento de R$ 11,8 milhões. Inicialmente prevista para março de 2025, a obra já foi prorrogada para julho, mas documentos da companhia indicam que a conclusão pode se estender até outubro – segundo a transparência da Casan, atualmente restam 41% do valor contratado a ser executado -, seguida por dois meses de testes operacionais e três meses para remover a adutora antiga. Ou seja, a retomada da remoção das passarelas só deve ocorrer em 2026.

“Chama atenção, contudo, que a presença da adutora não era novidade. Desde 2023, vistorias presenciais e reuniões técnicas da Secretaria de Estado da Infraestrutura e da Casan já tratavam da retirada de elementos na passarela norte, mesmo com a existência da adutora. O edital do contrato é claro. Informa que na passarela norte há uma adutora em funcionamento, o que impossibilita sua remoção total. No entanto, está prevista a remoção do guarda-corpo e de uma fração da laje, visando mitigar riscos de queda”, pontua Motta. “Se tudo estava previsto, por que a obra parou? Ao que parece, a solução projetada, na prática, parece não ter garantido a segurança à adutora da Casan em operação”, completa.

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