A deputada estadual Paulinha participou, neste domingo, de uma manifestação no Norte de Santa Catarina em protesto contra mais um caso de feminicídio registrado no Estado. O ato ocorreu após o assassinato de Daiane Simão da Costa, de 33 anos, morta a tiros pelo ex-marido no último dia 17, em frente ao Batalhão da Polícia Militar, em Balneário Piçarras.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram que Daiane desceu do veículo e foi executada à queima-roupa. O crime gerou forte comoção e motivou a mobilização organizada pelo CBMA – Coletivo de Mulheres do Brasil em Ação, entidade com sede em Penha, que atua no acolhimento de mulheres vítimas de violência.
A manifestação silenciosa teve como principal objetivo protestar contra a liberdade concedida ao ex-marido da vítima, que possuía histórico de violência doméstica e, segundo relatos, havia feito ameaças e promessas de cometer o crime após deixar a prisão.
Durante o ato, Paulinha afirmou que irá cobrar providências e defender a adoção de um novo protocolo para casos semelhantes, com o objetivo de impedir que mulheres em situação de risco fiquem desprotegidas.
“Estamos vivendo uma verdadeira epidemia de violência contra a mulher”, afirmou a deputada.
Segundo a parlamentar, apesar da existência de leis e medidas protetivas, o caso de Daiane evidencia falhas graves no sistema de proteção.
“Ela teve coragem, tinha medida protetiva, pediu ajuda e nós falhamos. Falhamos enquanto Estado e enquanto sociedade por não construirmos uma rede protetiva eficaz”, declarou.
Paulinha ressaltou ainda que o crime não pode ser tratado como um caso isolado e informou que irá sugerir alternativas junto ao Ministério Público, defendendo critérios mais rigorosos para a liberação de agressores com histórico de violência.
“Quando a Justiça falha, todos nós falhamos”, disse, acrescentando que o enfrentamento à violência contra a mulher deve estar acima de disputas ideológicas.

