Após o anúncio do Governo Federal sobre a ampliação da cota para captura da tainha na modalidade de arrasto de praia, a deputada estadual Paulinha divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (10) defendendo que a medida contemple todos os pescadores artesanais do litoral catarinense, sem restrições regionais.
A manifestação ocorre após a divulgação de informações indicando que a ampliação da cota poderia beneficiar apenas pescadores do Litoral Norte de Santa Catarina. Segundo a parlamentar, a proposta não encontra respaldo técnico nem jurídico e deixaria comunidades pesqueiras tradicionais de diversas regiões do estado sem acesso à atividade.
“Nenhum pescador a menos”, afirmou Paulinha ao reforçar que a pesca artesanal da tainha deve ser liberada em toda a faixa litorânea catarinense, desde Passo de Torres, no Sul do estado, até Itapoá, no Norte.
Comunidades ainda aguardam oportunidade de pesca
Na nota, a deputada destacou que várias praias do litoral catarinense registraram baixo rendimento durante a safra deste ano, enquanto outras sequer realizaram capturas significativas. Como exemplo, citou localidades como o Canto dos Ingleses e o Canto do Moçambique, em Florianópolis.
De acordo com a parlamentar, o argumento de que as comunidades pesqueiras do Sul do estado já teriam alcançado resultados satisfatórios não corresponde à realidade observada em diversas praias catarinenses.
Ofício será encaminhado ao Governo Federal
Paulinha informou ainda que encaminhará ofícios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao vice-presidente Geraldo Alckmin, ao Ministério da Pesca, ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério da Cultura solicitando que a futura portaria contemple toda a pesca artesanal catarinense.
Segundo ela, caso os órgãos federais tenham recebido informações incompletas sobre a situação da safra, o objetivo é contribuir para que a decisão final considere a realidade das comunidades pesqueiras em todas as regiões do estado.
Debate mobiliza lideranças catarinenses
A discussão sobre a captura da tainha tem mobilizado pescadores, entidades do setor e lideranças políticas catarinenses desde o início da safra de 2026. Para a deputada, a defesa da pesca artesanal deve estar acima de disputas político-partidárias.
Na manifestação, Paulinha ressaltou que a atividade envolve trabalhadores de diferentes visões ideológicas e que o foco deve permanecer na garantia do sustento das famílias que dependem da pesca tradicional.
Apesar do anúncio da ampliação da cota pelo Governo Federal, a liberação efetiva da pesca ainda depende da publicação de uma portaria conjunta dos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Até que o documento seja publicado, a captura da tainha permanece suspensa.
A expectativa do setor é que a definição ocorra nos próximos dias, estabelecendo as regras finais para a continuidade da safra de 2026 em Santa Catarina.










