A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação IFRIT para combater uma organização criminosa ultraviolenta associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A ação, realizada em conjunto com a Receita Federal, mobiliza equipes em sete estados brasileiros, incluindo Santa Catarina.
Por determinação da Justiça Federal de Campo Grande (MS), estão sendo cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. A operação também prevê três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.
Além de Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, as diligências ocorrem no Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
Investigação aponta participação de agentes públicos
A investigação apura a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas. Segundo a Polícia Federal, o grupo contaria com a participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.
A organização é investigada por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. Também são apurados crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava armamento pesado, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar organizações rivais.
Esquema tinha atuação na fronteira com o Paraguai
A organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, mas mantinha ramificações em outros estados brasileiros.
As apurações indicam que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os produtos abasteciam redes de distribuição no Brasil e rotas internacionais de tráfico de entorpecentes com destino à Europa, especialmente Espanha e Portugal.
A Operação IFRIT busca desarticular a estrutura criminosa, interromper as atividades ilícitas e aprofundar a apuração sobre o envolvimento dos investigados e de agentes públicos no esquema.










