O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), cumpriu dois mandados de prisão nesta quinta-feira (15), no âmbito do Projeto Kratos. As ações ocorreram em Florianópolis, na Grande Florianópolis, e em Imaruí, no Sul do Estado, e envolvem uma investigação por estupro de vulnerável e uma condenação por homicídio qualificado.
Na Capital, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por estupro de vulnerável. A medida foi solicitada pela 19ª Promotoria de Justiça da Capital após uma análise técnica do CyberGAECO, que examinou conteúdos extraídos do celular do investigado.
Durante a perícia, os investigadores identificaram registros produzidos pelo próprio homem que apontavam para uma nova vítima. Localizada e ouvida, ela confirmou ter sofrido abuso sexual e relatou ter sido dopada com substâncias não identificadas antes dos fatos.
Segundo o MPSC, as novas evidências fundamentaram o pedido de prisão preventiva pelos delitos identificados. O homem já havia sido preso anteriormente por crime semelhante, mas foi absolvido naquele processo. A nova apuração deu origem a uma investigação independente, que resultou na ordem de prisão cumprida nesta quinta-feira.
Mulher é presa para cumprir pena por homicídio
Em Imaruí, o GAECO, com apoio das polícias Militar e Civil, cumpriu mandado de prisão contra uma mulher condenada a 17 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por homicídio qualificado.
A ordem judicial foi expedida após a condenação. Depois de presa, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional para iniciar o cumprimento da pena.
De acordo com o Ministério Público, os dois presos permanecem à disposição da Justiça.
O que é o Projeto Kratos
O Projeto Kratos reúne ações voltadas à localização e prisão de pessoas procuradas pela Justiça, incluindo foragidos envolvidos em crimes contra a vida, condenados por crimes sexuais com mandados em aberto e integrantes de organizações criminosas que rompem tornozeleiras eletrônicas.
A iniciativa também prevê ações preventivas contra atentados em escolas, com apoio da inteligência cibernética. O trabalho combina pesquisas em fontes abertas, consultas a bancos de dados restritos e operações coordenadas com as forças de segurança.
O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo MPSC, com participação de órgãos estaduais de segurança e fiscalização. Já o CyberGAECO atua na identificação, prevenção e repressão de crimes praticados em ambientes virtuais.









