A segurança das urnas eletrônicas envolve uma série de procedimentos realizados antes e durante as eleições. Nas Eleições Gerais de 2026, a Justiça Eleitoral prevê etapas de fiscalização, testes e auditorias que permitem acompanhar diferentes fases do funcionamento do sistema eletrônico de votação.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando serão escolhidos presidente e vice-presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Código-fonte é disponibilizado para fiscalização
Uma das etapas do ciclo de transparência é a disponibilização dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais para inspeção pelas entidades fiscalizadoras.
O código-fonte reúne as instruções que determinam como os programas utilizados no processo eleitoral funcionam. A legislação eleitoral prevê mecanismos para que entidades habilitadas acompanhem e verifiquem os sistemas.
Também faz parte desse processo o Teste Público de Segurança, no qual especialistas e participantes autorizados procuram identificar possíveis vulnerabilidades nos sistemas. Eventuais achados são avaliados e podem resultar em aperfeiçoamentos antes das eleições.
Para as Eleições 2026, o TSE informa que os códigos-fonte passaram por inspeções durante o ciclo de transparência, incluindo análises realizadas por entidades como a Sociedade Brasileira de Computação.
Urna não utiliza internet para receber votos
Outro mecanismo relacionado à segurança está no próprio funcionamento da urna. O equipamento não utiliza conexão com internet, Wi-Fi ou Bluetooth para a votação.
Os sistemas utilizados nas urnas são desenvolvidos pelo TSE e passam por procedimentos de verificação de autenticidade e integridade. Os programas também recebem assinaturas digitais, mecanismos utilizados para verificar se os arquivos correspondem às versões autorizadas pela Justiça Eleitoral.
Teste de Integridade ocorre no dia da votação
Uma das principais auditorias ocorre no próprio dia da eleição. O Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas é realizado em ambiente controlado e consiste na utilização de cédulas previamente preenchidas, cujos votos são posteriormente inseridos na urna eletrônica. Ao final, os resultados registrados pelo equipamento são comparados com os votos das cédulas utilizadas no teste.
A partir das regras estabelecidas para 2026, o Teste de Integridade terá duas modalidades: uma realizada em ambiente controlado, em local público definido pelo Tribunal Regional Eleitoral, e outra com uso de biometria de eleitoras e eleitores voluntários em locais próximos às seções eleitorais.
Em Santa Catarina, o procedimento de auditoria poderá ser acompanhado publicamente conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Boletim de urna permite conferência dos resultados
A fiscalização também continua depois do encerramento da votação. A partir das 17h, as urnas emitem os Boletins de Urna (BU), documentos que apresentam os resultados registrados em cada seção.
O TSE disponibiliza os boletins recebidos para totalização, permitindo a comparação entre os dados publicados e aqueles registrados nas seções eleitorais. Os resultados das Eleições 2026 também poderão ser acompanhados pela internet durante o processamento dos boletins.
Dessa forma, o processo de auditoria não se limita à preparação das urnas: existem procedimentos de verificação antes, durante e depois da votação, previstos nas normas da Justiça Eleitoral.










