A Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria de Saúde, ampliou o programa de distribuição gratuita de sensores de monitoramento contínuo de glicose para atender todos os pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1 que utilizam insulina.
Com a nova etapa, o número de beneficiados passa de 35 para aproximadamente 150 pacientes, abrangendo agora todas as faixas etárias cadastradas na rede municipal de saúde.
A iniciativa foi lançada em abril deste ano e chega à sua terceira fase de ampliação. Inicialmente, o programa contemplava crianças, adolescentes e gestantes. Em maio, passou a atender jovens de até 24 anos e, agora, foi expandido para todos os pacientes com diabetes tipo 1 acompanhados pelo município.
A prefeita Juliana Pavan destacou a importância da medida para a qualidade de vida dos pacientes.
“Esse é um dispositivo que muda a vida dessas pessoas, que agora conseguem monitorar a glicemia de forma constante, trazendo inclusive mais segurança diante dos riscos que o diabetes tipo 1 representa.”
Tecnologia permite monitoramento 24 horas por dia
O modelo fornecido pela rede municipal é o FreeStyle Libre 2 Plus, que utiliza um sensor portátil aplicado no braço para medir os níveis de glicose de forma contínua.
Cada sensor possui duração de até 15 dias, monitorando a glicemia por meio do líquido intersticial durante 24 horas por dia. Os pacientes recebem dois sensores por mês, podendo retirar uma nova remessa após 25 dias.
Segundo a secretária de Saúde, Aline Leal, a ampliação atende uma demanda crescente da população.
“Agora conseguimos contemplar todas as faixas etárias, especialmente os idosos que aguardavam essa ampliação. Estamos investindo em inovação e tecnologia para qualificar o atendimento na saúde pública.”
Investimento de mais de R$ 640 mil
Para viabilizar o programa, o município adquiriu 2 mil sensores, com investimento de R$ 641.800, provenientes de emenda parlamentar.
A iniciativa é destinada exclusivamente a moradores de Balneário Camboriú que possuam cadastro ativo e acompanhamento regular na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.
A expectativa da administração municipal é transformar o programa em uma política pública permanente, garantindo mais segurança, autonomia e qualidade de vida para pessoas que convivem com o diabetes tipo 1.










