A Volare Empreendimentos Turísticos Ltda., vencedora da concessão do Morro do Careca, se manifestou publicamente sobre o Projeto de Lei 50/2026, que tramita na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, e trata da aquisição de uma área próxima ao complexo turístico por parte do município.
Segundo a empresa, não procede a interpretação de que a Prefeitura estaria cedendo gratuitamente o terreno para implantação de estacionamento. A Volare afirma que já adquiriu dois terrenos com essa finalidade e que a nova área, caso aprovada, será concedida mediante cobrança adicional, proporcional à outorga vigente.
De acordo com a nota, a iniciativa de desapropriação partiu do poder público diante da ampliação do projeto, que passou de um investimento inicialmente previsto de R$ 60 milhões para cerca de R$ 125 milhões. A mudança levou à preocupação com mobilidade urbana, trânsito e acessibilidade na região.
A empresa também reforça que, conforme contrato de concessão, nenhum bem será incorporado ao patrimônio privado da Volare. Todas as áreas e estruturas construídas deverão retornar ao município ao final do período contratual.
Outro ponto destacado é o impacto econômico esperado. A projeção é de que o complexo gere mais de R$ 5 milhões anuais em receitas ao município, considerando outorga e impostos, além da criação de empregos e do fortalecimento do turismo local.
A Volare relembra ainda que venceu a licitação com uma proposta de mais de R$ 62 milhões — valor cerca de dez vezes superior ao do segundo colocado — e defende que o projeto contribui para aumentar a competitividade de Balneário Camboriú como destino turístico.
No comunicado, a empresa afirma atuar há anos na cidade, com participação em atrações como o teleférico e o passeio de barco temático, além de operar em outros estados sem histórico de conflitos com o poder público ou a sociedade.
Impacto local
O debate em torno do projeto ocorre em meio à análise legislativa sobre o uso do espaço urbano e seus reflexos na mobilidade e no turismo. A proposta de ampliação da área do complexo pode influenciar diretamente o fluxo de visitantes e a infraestrutura da região norte da cidade.
Próximos passos
O Projeto de Lei 50/2026 segue em tramitação na Câmara de Vereadores e ainda depende de aprovação para que a eventual desapropriação e concessão da área sejam efetivadas.

