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Saúde monta unidade do consultório na rua na área do prédio que sofreu abalo estrutural nesta quarta-feira (15)

Medida foi tomada para prestar apoio psicológico e atender moradores que deixaram medicamentos, receitas e até documentos dentro dos imóveis

by da Redação

A Secretaria de Saúde colocou à disposição o Consultório na Rua para atender moradores do Edifício Irajá, que sofreu abalo estrutural na noite de quarta-feira (15), no Centro de Itajaí. A Secretaria de Saúde realiza o atendimento itinerante para apoiar as famílias que tiveram suas casas afetadas. Esse serviço busca garantir a continuidade do cuidado, em especial para aqueles que deixaram para trás medicamentos de uso contínuo. A equipe oferece suporte para renovação de receitas, orientação sobre onde retirar os remédios e, quando necessário, levar os medicamentos até os locais de acolhimento.

Além disso, há uma atenção especial à saúde mental. Uma psicóloga foi designada para prestar apoio às pessoas que estão emocionalmente abaladas diante do ocorrido, assegurando acolhimento e escuta qualificada.

Em conjunto, os agentes de saúde realizam um levantamento de informações diretamente com a população. Como muitas pessoas não conseguiram levar seus celulares ou documentos, não é possível depender apenas dos cadastros existentes no sistema municipal. Por isso, a equipe coleta os dados atualizados, como nome completo, contatos, familiares e o local onde cada pessoa está abrigada neste período.

“Nós sabemos que esse é um momento muito delicado, por isso também disponibilizamos atendimento psicológico. As pessoas estão abaladas e é fundamental oferecer acolhimento e escuta nesse momento. Como muitos perderam o acesso aos seus celulares, estamos atualizando os dados diretamente com cada pessoa, identificando onde estão abrigadas e como podemos manter esse acompanhamento. Isso garante que a assistência em saúde continue chegando a todos que precisam”, explica a diretora-executiva da Secretaria de Saúde, Kellen Skelsen.

O Edifício Irajá tem em torno de 60 anos e fica na região central de Itajaí. O prédio tem 15 apartamentos ocupados e um vago. São 55 moradores que tiveram que deixar a edificação às pressas na noite de quarta-feira (15).

Pela manhã, equipes da Defesa Civil analisaram o local para saber o grau de comprometimento da edificação. A atuação do município e da Defesa Civil começou ainda na noite de quarta-feira (15). Por volta das 21h30, a equipe foi acionada após a informação de que um edifício no centro havia cedido, possivelmente com vítimas. Ao chegar ao local, foi constatado que três pessoas tiveram apenas ferimentos leves, sem gravidade. Ainda nesta quinta-feira (16), uma nova avaliação está sendo conduzida por um engenheiro e um topógrafo, com apoio da equipe do Município e de um coordenador de engenharia da Univali.

“A análise mais detalhada deve indicar os próximos passos, mas, até o momento, a interdição do edifício permanece sem prazo para ser suspensa. A prioridade agora é garantir a segurança dos moradores e permitir, de forma controlada, a retirada de pertences pessoais. No entanto, não há previsão de retorno das famílias ao imóvel, que seguirá interditado até que haja uma definição técnica sobre as condições da estrutura”, enfatizou o coordenador da Defesa Civil do Município, Guto Porciúncula.

A Secretaria Municipal de Assistência Social colocou à disposição a Casa de Apoio, onde quatro pessoas passaram a noite. “As famílias conseguiram sair em um momento de pânico. Isso é o principal de tudo. Ontem o Município mobilizou uma grande equipe para fazer o primeiro atendimento. Estamos nesse momento preocupados com os moradores. Depois vamos ver como conseguimos atender as famílias, no que cabe ao Município. Haverá uma reunião à tarde, convocada pelo prefeito Robison Coelho, para ver de que forma legal o poder público pode agir”, completa o vice-prefeito Rubens Angioletti.

Momento de emoção
Entre a incerteza que virou a situação dos moradores, um momento de alívio provocou emoção e arrancou aplausos. Os bombeiros foram chamados para resgatar uma shiatsu que se encontrava no terceiro andar do prédio. Com o uso de escadas, os bombeiros subiram até o apartamento e Belinha conseguiu ser retirada do edifício, sendo amparada pelos moradores.

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