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Prefeitura de Balneário Camboriú avança em processo de informatização

Boa parte do que existe na prefeitura atualmente, tanto em rotinas quanto em tecnologias, está há anos sem atualização

by da Redação

A Prefeitura de Balneário Camboriú está informatizando e tornando digitais diversos processos com o objetivo de agilizar o atendimento ao cidadão. Os novos sistemas, em fase de desenvolvimento, teste e implantação, respondem a duas demandas antigas da sociedade: celeridade e eficiência.

Boa parte do que existe na prefeitura atualmente, tanto em rotinas quanto em tecnologias, está há anos sem atualização. Por conta desse atraso e com uma demanda de trabalho progressivamente maior, trazida pelo crescimento da cidade, os processos têm levado cada vez mais tempo para tramitar e encerrar, exigindo ações do poder executivo.

“Queremos celeridade no serviço público, com desburocratização de processos e resposta rápida à comunidade. Com o crescimento exponencial de Balneário Camboriú, desde o início do nosso governo estamos modernizando diversos procedimentos, atuando nas reestruturações, modificando o interno e também o relacionamento entre o cidadão e a prefeitura, garantindo mais rapidez e transparência e menos burocracia”, disse a prefeita Juliana Pavan.

Os processos de informatização são coordenados pela Divisão de Tecnologia da Informação, da Secretaria de Governo, Inovação e Orçamento, junto às respectivas secretarias. De acordo com o diretor Murilo Sodré, os serviços vão desde a revisão dos principais fluxos internos até a busca e o desenvolvimento de novas ferramentas digitais.

“Nosso principal objetivo é simplificar. Queremos reduzir o tempo de resposta do poder público e, sempre que possível, minimizar a necessidade de atendimento presencial, otimizando os recursos disponíveis e melhorando a experiência do cidadão”, enfatizou Murilo.

O que vai mudar este ano?

Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)

A Secretaria da Fazenda possui hoje quase mil processos de ITBI em andamento, e cada requisição leva cerca de 15 dias para ser concluída – desde a abertura do protocolo pelo 1Doc até o lançamento da guia.

No intuito de amenizar o problema, a pasta iniciou um mutirão desde o início do ano – e que se estende até hoje – para colocar os processos em dia, não apenas de lançamentos de ITBI, mas também para outros documentos fiscais.

De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização Fazendária, Cláudio Kraus, o motivo dessa demora com o ITBI é que o cadastro da prefeitura ainda lida muito com papel para conferência, checagem e cruzamento de dados. “O setor de cadastro imobiliário ainda precisa de muito tempo para realizar este trabalho, quase todo manual. E após a checagem do cadastro, os processos passam, um por um, à auditoria para a conferência dos valores de transação informados. Somente após essas fases é que o setor de ITBI pode lançar a guia”, esclareceu.

Para corrigir essa defasagem tecnológica, está em implantação um novo sistema que deve agilizar a avaliação e a emissão de guias de ITBI a partir de julho. A nova padronização permitirá que os lançamentos sejam feitos, em média, de dois a três dias úteis após a abertura do processo virtual, sem necessidade de vir à Prefeitura. Haverá, neste caso, um cruzamento on-line de dados entre prefeitura, registro de imóveis e tabelionato.

Taxa de Licença e Funcionamento (TLL)

Em janeiro deste ano, aproximadamente 2,5 mil processos de TLL estavam represados. Inicialmente, foi mantido o fluxo interno implantado pela gestão anterior, visando garantir a continuidade da produção com o corpo efetivo de servidores. No entanto, esse fluxo mostrou-se ineficiente e acabou contribuindo para o acúmulo de processos. Foram concluídos apenas 170 em janeiro, justamente um dos meses com maior volume de demanda.

De acordo com o diretor-geral, Gilson Bordin, a partir dessa constatação iniciou-se um trabalho de mapeamento e compreensão de todo o processo, resultando em uma reestruturação nos fluxos internos. “Desde então, houve um avanço significativo: em fevereiro foram concluídos outros 312 processos e em março mais 537. O problema é que esse avanço, feito às custas de trabalho extraordinário dos servidores, ainda é insuficiente, dado o aumento da demanda” explicou.

Assim, paralelamente, foi contratado e está em implantação o sistema REGIN 2.0, que estará em funcionamento a partir de agosto. Também segundo Gilson Bordin, essa ferramenta vai possibilitar que cerca de 80% das TLLs sejam emitidas em questão de minutos, promovendo mais agilidade e eficiência, cumprindo o compromisso da secretaria em automatizar ao máximo os processos.

Arquivos e acúmulo de papel

As secretarias de Compras e Fazenda já iniciaram a remoção dos arquivos em papel que estavam empilhados nas salas de atendimento ao público. Foi contratada a empresa Acervo, de Florianópolis, para fazer a gestão desses documentos, fora do paço municipal, de modo que não causem transtorno aos servidores e à população atendida.

De acordo com a analista administrativo Edinaura Perin, responsável pelo Arquivo da Fazenda, essa realocação é positiva por vários fatores. “O primeiro é a otimização do espaço público, pois o espaço das salas da prefeitura precisa estar livre de embaraço para o melhor trabalho dos servidores. O segundo é que muitos papéis já estão com cheiro de mofo, e isso também prejudica quem trabalha e quem é atendido. O terceiro é que esses arquivos agora estão sob os cuidados de uma empresa especializada, em salas apropriadas, com a devida climatização para uma melhor conservação. O quarto ponto é que esses documentos ainda serão digitalizados no futuro, para que sejam acessados com mais rapidez pelos requerentes, cumprindo com o objetivo da administração de melhorar constantemente o atendimento e o serviço prestados”, enfatizou.

Assinatura digital

Além de atuar na remoção dos arquivos acumulados, o objetivo é também garantir a diminuição de novos documentos físicos, impactando em melhor uso do espaço e economia de gastos com papel. Para isso, a Secretaria da Fazenda planeja a implantação do processo de assinatura digital para os serviços oferecidos no paço municipal.

Além das assinaturas gov.br e outras certificadas, como a CertiSign, já aceitas e reconhecidas em muitos documentos on-line, o contribuinte vai poder também assinar no local, no momento do atendimento, em um sistema de caneta virtual com prancheta eletrônica, evitando assim a geração de mais papéis.

O diretor de Dívida Ativa, Cléo Marino Alves Junior, ressalta que o contribuinte ainda vai poder ter os documentos impressos, se desejar, mas o novo padrão será o virtual. “Aquele contribuinte que ainda quiser uma cópia física de qualquer documento por segurança, vai recebê-la em mãos, sem problema, mas a nossa já será virtual e não haverá mais papel sendo acumulado em estantes e prateleiras da prefeitura, melhorando o trabalho dos servidores e o atendimento dos contribuintes, diminuindo os custos para a administração e, obviamente, colaborando com o meio ambiente”, explicou.

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