A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (6) a Operação V-Track, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que utilizava uma empresa de fachada para o armazenamento e a distribuição de produtos contrabandeados, principalmente cigarros eletrônicos de origem estrangeira.
A ação cumpre dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, todos localizados em Joinville (SC). Segundo a PF, o grupo operava de forma estruturada e reiterada, mantendo uma rede logística voltada ao comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) — produtos cuja comercialização é proibida no Brasil pela Anvisa.
Investigações começaram após apreensão de carga
As investigações tiveram início após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em dezembro de 2024, também na região de Joinville. Na ocasião, foram apreendidas 810 unidades de cigarros eletrônicos transportadas de forma irregular.
No decorrer do inquérito, a PF identificou indícios de atuação organizada do grupo, que usava uma empresa registrada formalmente como fachada para armazenar, distribuir e ocultar a origem dos produtos ilícitos. As investigações apontam ainda para uma logística sofisticada, com uso de rastreadores ocultos nas cargas, transporte noturno, rotas alternativas e até o emprego de batedores para evitar barreiras policiais.
Reincidência e novas apreensões
Durante o curso da investigação, um dos suspeitos foi novamente preso em flagrante pela PRF no Paraná, transportando mais de 800 unidades de cigarros eletrônicos em um veículo vinculado à mesma empresa investigada. O fato reforçou as suspeitas de continuidade delitiva e do uso da pessoa jurídica para encobrir as atividades criminosas.
“A operação tem como foco coletar provas que confirmem a estrutura e o alcance do esquema criminoso, além de identificar outros possíveis envolvidos e fornecedores internacionais”, informou a Polícia Federal, em nota oficial.
Objetivo da operação
Com os mandados cumpridos nesta quinta-feira, a PF busca apreender produtos contrabandeados, documentos, mídias e equipamentos que possam servir como prova. O material recolhido passará por perícia e análise para identificar a origem dos itens e o fluxo financeiro do grupo.
Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, associação criminosa e lavagem de dinheiro, previstos no Código Penal e em legislações correlatas.

