A Secretaria de Saúde de Itapema deu início a uma mobilização para ampliar a cobertura vacinal contra o sarampo. A ação consiste em busca ativa de pessoas que ainda não completaram o esquema de imunização e tem como foco trabalhadores com grande circulação de pessoas e a população em geral de 6 meses a 59 anos.
Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município estão abastecidas com doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A prioridade é vacinar profissionais como motoristas de aplicativo e táxi, trabalhadores da rede hoteleira, indústrias, saúde, além de funcionários de portos, aeroportos e terminais rodoviários.
O secretário de Saúde, Fabrício Lazzari (Fafá), reforçou a importância da adesão da comunidade:
“Embora o Brasil seja considerado livre do sarampo, a baixa cobertura vacinal e os surtos em países vizinhos aumentam o risco da doença voltar. Estamos chamando nossa população para se proteger. A vacina é gratuita, segura e está disponível em todas as nossas UBS”, destacou.
Segundo a pasta, o sarampo é altamente contagioso e pode causar complicações graves, sobretudo em crianças. Para garantir que ninguém fique de fora, agentes comunitários de saúde também atuarão na busca ativa, orientando moradores e reforçando os chamados para a vacinação.
Contexto internacional
O alerta vem em um momento de atenção para o cenário epidemiológico global. Apenas nos primeiros oito meses de 2025, as Américas registraram 10.139 casos confirmados e 18 mortes por sarampo, um aumento 34 vezes superior ao mesmo período de 2024, conforme dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Países como México, Estados Unidos, Canadá e Bolívia enfrentam surtos da doença. A Bolívia, que faz fronteira com o Brasil, já contabiliza 229 casos neste ano. O Brasil, por sua vez, soma 22 casos importados, a maioria no Tocantins.
Próximos passos
A Secretaria de Saúde de Itapema orienta que todos os moradores que ainda não se vacinaram procurem a UBS mais próxima. A expectativa é ampliar rapidamente a cobertura vacinal para evitar a reintrodução do vírus no município e garantir a proteção coletiva.

