Inserir as crianças com deficiência ou transtorno do espectro autista no processo pedagógico de maneira adaptada e justa às suas condições é garantir a saúde, o bem-estar e a eficiência da educação para estas pessoas. Diante disso, o Município de Itajaí adotará o Plano Educacional Individualizado (PEI) nas escolas da rede pública. O evento inaugural aconteceu nesta sexta-feira (12), no auditório da Secretaria de Educação.
O PEI propõe estratégias personalizadas no processo de avaliação das crianças neuroatípicas que independem do processo pedagógico dos seus colegas. Enquanto os demais alunos aprendem a escrever o próprio nome, uma criança com autismo em grau mais avançado pode não ter condições de desenvolver a escrita no mesmo período. Nesse caso, a avaliação embasada no PEI considera conquistas específicas, como o reconhecimento do próprio nome, mesmo que a criança ainda não consiga escrevê-lo.
“Por meio deste plano, os professores conseguirão impactar mais a aprendizagem desses estudantes. Atender as crianças com deficiência é uma causa da nossa gestão”, afirmou o Secretário da Educação, Silvano Amaro.
O evento contou, também, com a apresentação de um aplicativo desenvolvido por um casal, moradores de Itajaí e pais de uma criança neuroatípica, que auxiliar crianças no processo de aprendizado e no desenvolvimento das interações sociais, contribuindo em situações práticas, como lidar com conflitos entre colegas e com convivência em grupo. O aplicativo Mirimim será implementado nas escolas de rede pública de Itajaí, amparado no Plano Educacional Individualizado.
“Conseguimos, com o Mirimim, ver a mágica acontecer. Depois de muitas tentativas frustradas de se enturmar com outras crianças, a prática no aplicativo fez com que ele conseguisse pegar um brinquedo emprestado com um colega, de forma funcional e independente”, contou Diogo Ruiz, um dos desenvolvedores da ferramenta.

