Itajaí celebra, no próximo sábado (17), os 50 anos da imigração africana no município com a realização do Festival Gastronômico Africano, na Sede Recreativa do Porto, na Praia do Atalaia. O evento, promovido pela ANANG (Associação dos Naturais e Amigos de Angola), marca meio século da chegada de oito famílias que atravessaram o Oceano Atlântico fugindo da guerra civil em Angola e encontraram em Itajaí um novo lar. A programação inicia às 9h, e os ingressos custam R$ 40.
Memória, resistência e identidade
As famílias homenageadas chegaram a Itajaí em 19 de janeiro de 1976, após uma travessia histórica feita em barcos de pesca. O festival propõe mais do que uma celebração: é um reconhecimento à resistência, à memória e à contribuição cultural da comunidade africana para o desenvolvimento social e cultural da cidade.
“Celebrar esses 50 anos é honrar o passado e fortalecer os laços que unem a África a Itajaí. É uma oportunidade para a comunidade conhecer de perto a riqueza dessa herança que faz parte da identidade da nossa cidade”, destaca Ana Cristina de Araújo, presidente da ANANG.
Gastronomia e cultura africana
A programação gastronômica é um dos principais atrativos do evento, com a oferta de três pratos típicos, representando as culinárias de Angola, Cabo Verde e Moçambique, proporcionando ao público uma verdadeira imersão nos sabores do continente africano.
Além da gastronomia, o festival contará com samba, aulas de danças tradicionais africanas, ministradas por bailarinos profissionais de Moçambique, e atividades culturais ao longo do dia.
Esporte e produção cultural
O evento começa com um torneio de futebol, reunindo quatro equipes formadas por africanos residentes na região e visitantes, reforçando o caráter comunitário e integrador da celebração.
A trajetória das famílias também será lembrada por meio da reapresentação do podcast “Além do Atlântico”, da jornalista Adelaine Zandonai, que narra a epopeia da travessia africana até Itajaí. A obra inspirou ainda o “Projeto Baobá – Histórias de Itajaí”, da jornalista Mariana Feitosa, reforçando a importância da preservação da memória histórica local.

