Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC
Santa Catarina encerrou o primeiro semestre de 2025 com crescimento de 4,4% na produção industrial, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE. O resultado supera a média nacional, que registrou alta de 1,2%, e posiciona o estado na terceira colocação entre os pesquisados, atrás apenas do Pará (6,9%) e Paraná (5,2%).
O desempenho catarinense no período de janeiro a junho superou estados como Rio Grande do Sul (2,9%), Rio de Janeiro (2,5%), Minas Gerais (2%) e São Paulo, que registrou retração de 2,1%.
Para o governador Jorginho Mello, o avanço reforça a competitividade local:
“A indústria catarinense é muito diversificada, produz com qualidade e excelência e exporta para diversos destinos no mundo todo. O Governo do Estado segue sendo um parceiro do setor produtivo, com muito diálogo e medidas para ajudar as nossas empresas que geram empregos e renda.”
Todos os 14 segmentos industriais pesquisados pelo IBGE apresentaram alta no semestre. Entre os destaques, estão:
- Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos: +19,7%
- Fabricação de móveis: +8,7%
- Produtos de minerais não metálicos: +8,6%
- Máquinas e equipamentos: +7,9%
- Produtos alimentícios: +4,2%
- Produtos têxteis: +4%
Segundo o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o bom desempenho reflete políticas de incentivo.
“O Prodec, por exemplo, bateu recorde fomentando investimentos privados no estado. Essa atenção especial à indústria é determinação do governador Jorginho Mello.”
O setor industrial liderou a geração de empregos formais no estado no primeiro semestre, com saldo de 42 mil vagas. No total, Santa Catarina criou 80,4 mil postos de trabalho no período, de acordo com o Novo Caged.
Na indústria, a construção civil foi o segmento que mais contratou, com 12,1 mil novas vagas, seguido pelo setor têxtil, de confecção, couro e calçados, com 6,1 mil oportunidades. O ramo de máquinas e equipamentos, impulsionado pela produção voltada à agropecuária, gerou 4,2 mil empregos.
Especialistas avaliam que o cenário de diversificação industrial e políticas de incentivo tende a manter o ritmo positivo no segundo semestre, desde que haja estabilidade econômica e manutenção do apoio governamental ao setor produtivo.

