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Consulta pública pode tornar os engenhos de farinha de SC patrimônio do Brasile instituto boimamão mobiliza comunidade

Consulta pública do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) segue aberta até a próxima quarta-feira (4), e convida comunidades a contribuírem com o processo

by da Redação

O Instituto Boimamão está mobilizando comunidades, farinheiros e instituições culturais para participarem da consulta pública aberta pelo IPHAN sobre os saberes e fazeres associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina. O prazo para envio de contribuições segue até o dia 4 de março (quarta-feira). A entidade é uma das cinco proponentes do pedido.

A iniciativa integra a etapa final do processo de reconhecimento dos engenhos como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O saber tradicional já possui registro estadual como Patrimônio Cultural de Santa Catarina e agora avança para a esfera federal, ampliando a visibilidade e fortalecendo as ações de salvaguarda dessa prática centenária.

O objetivo da consulta pública é ampliar a escuta e identificar outros grupos, organizações, entidades comunitárias e detentores de engenhos que se reconhecem nessa tradição, garantindo que o reconhecimento nacional seja construído com a participação efetiva da própria comunidade.

Criado em 1998 e reconhecido como Pontão de Cultura pelo Ministério da Cultura, o Instituto Boimamão atua na preservação da cultura tradicional por meio de três frentes integradas: o Museu Comunitário Engenho do Sertão, a Casinha da Memória e a Escola da Terra. A instituição integra a Rede Catarinense de Engenhos de Farinha e a Rede Nacional de Pontos e Memórias Rurais, tem papel ativo na articulação de ações de preservação e valorização desse patrimônio.

Para a presidente do Instituto Boimamão, Rosane Luchtenberg, conhecida como Rô do Engenho, os fazeres e saberes associados aos engenhos de farinha representam uma das mais importantes expressões culturais das famílias farinheiras, que perpetuam práticas tradicionais transmitidas por gerações. “A produção artesanal de farinha de mandioca preserva técnicas e tradições herdadas de antepassados, fortalecendo o vínculo das comunidades detentoras. A farinha de Santa Catarina rumo ao registro de Patrimônio Imaterial do Brasil!”

Como participar

As manifestações podem ser enviadas até 4 de março por e-mail ([email protected]), por correspondência ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília, ou por meio do Protocolo Digital disponível no site do IPHAN. Podem participar produtores, comunidades tradicionais, pesquisadores, organizações culturais e todos que se identificam com os saberes associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina.

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