O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (7) a Operação Sentinela II, desdobramento de uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos em Blumenau.
Durante a ação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva em Blumenau e Florianópolis.
A investigação, conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau, apura possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação, falsidade ideológica e falso testemunho.
Investigação começou com contratos públicos
A Operação Sentinela II é um desdobramento da primeira fase da Operação Sentinela, deflagrada em maio deste ano para investigar um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionado a contratos públicos celebrados com o Município de Blumenau.
Com o avanço das apurações, surgiram indícios de que investigados e pessoas ligadas a eles poderiam ter adotado medidas para ocultar bens e disfarçar a origem de recursos que seriam relacionados aos fatos investigados na primeira etapa.
Entre os elementos analisados pelo Ministério Público estão movimentações financeiras consideradas fora do padrão, negociações de bens e operações realizadas por meio de terceiros.
Investigação também apura tentativa de interferência
As diligências também apontaram possíveis tentativas de interferência na produção de provas e de obstrução das investigações.
Segundo o MPSC, esses elementos fundamentaram a adoção de novas medidas cautelares e levaram à decretação da prisão preventiva de dois investigados.
Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados pelas equipes responsáveis e poderão contribuir para o aprofundamento das investigações.
O processo tramita sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
Operação Sentinela II
O nome da operação faz referência à figura da sentinela, associada à vigilância e proteção. De acordo com o MPSC, nesta segunda fase, a denominação representa a atuação das instituições para preservar a integridade das investigações e combater práticas destinadas a ocultar patrimônio, dificultar a produção de provas e comprometer a atuação da Justiça.
O GAECO é formado por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Receita Estadual.









