Mais de 140 observadores internacionais de sete organizações já estão no Brasil para acompanhar o processo eleitoral deste domingo (4), quando ocorre o primeiro turno das Eleições 2026. As delegações devem observar diferentes etapas do pleito, incluindo a preparação, a votação e a apuração.
Entre as instituições estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia, a Liga dos Estados Árabes, a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).
OEA terá 91 observadores
A Missão de Observação Eleitoral da OEA é formada por 91 observadores de 23 países. O grupo acompanhará o processo eleitoral em 20 estados e no Distrito Federal.
A missão é chefiada pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, José Miguel Insulza.
Os especialistas devem analisar aspectos como organização e logística eleitoral, uso de tecnologia, funcionamento da Justiça Eleitoral, financiamento político-eleitoral, violência, campanhas e comunicação digital.
Parlasul terá missão técnica
A Missão de Observação Eleitoral do Parlamento do Mercosul chegou ao país em 29 de setembro. O grupo é chefiado pelo parlamentar argentino Raul Bittel.
Segundo o Parlasul, a missão terá caráter técnico, neutro e não intervencionista, respeitando a legislação brasileira e as atribuições das autoridades eleitorais.
As informações coletadas deverão ser reunidas em um relatório técnico, que poderá apresentar recomendações relacionadas aos procedimentos eleitorais e ao intercâmbio de boas práticas entre os países da região.
The Carter Center também acompanha o processo
O The Carter Center também enviou observadores ao Brasil. A delegação é liderada pela consultora sênior para a América Latina e o Caribe, Jennie Lincoln, e conta com outros quatro observadores de Portugal, Alemanha e Estados Unidos.
O grupo pretende acompanhar principalmente temas relacionados à tecnologia eleitoral, ao marco jurídico da administração eleitoral e à educação do eleitor.
Observação nacional
Além das missões internacionais, entidades nacionais da sociedade civil e instituições estrangeiras também podem participar como observadoras, desde que tenham solicitado credenciamento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre as instituições credenciadas estão a Transparência Eleitoral Brasil, a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana.
Acompanhamento do processo eleitoral
A presença das missões de observação ocorre durante diferentes fases das eleições e busca acompanhar aspectos técnicos e operacionais do processo, dentro das regras estabelecidas pela legislação brasileira e pela Justiça Eleitoral.
O primeiro turno das Eleições 2026 acontece neste domingo (4).
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil
FONTE EBC









