O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou nesta sexta-feira (18) a Operação Linha Oculta, que investiga um suposto esquema para entrada clandestina de drogas, celulares, medicamentos e outros itens proibidos no Complexo Penitenciário de Florianópolis.
A operação foi realizada em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital e cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços de Florianópolis e Biguaçu. As ordens foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Capital.
Investigação apura atuação dentro e fora do sistema prisional
Segundo o MPSC, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa que teria mantido uma estrutura para beneficiar detentos ligados ao grupo.
Os elementos reunidos durante a apuração indicam, segundo o Ministério Público, que o esquema seria responsável pela entrada e posterior distribuição de drogas, telefones celulares e outros equipamentos eletrônicos proibidos dentro da unidade prisional.
A investigação também apura a possível participação de um agente público e de um vigilante terceirizado que trabalhavam no complexo. Conforme o MPSC, os dois são investigados por supostamente facilitar a entrada dos materiais e ocultar as atividades investigadas em troca de vantagens financeiras.
Investigados foram afastados
Além das buscas e apreensões, a decisão judicial determinou o afastamento cautelar do agente público por 90 dias e do vigilante terceirizado investigado na operação.
Os materiais recolhidos durante a ação serão encaminhados à Polícia Científica para perícia e posterior análise pelas equipes responsáveis pela investigação.
A Polícia Penal acompanhou e apoiou a operação desde as primeiras etapas da apuração.
Operação Linha Oculta
De acordo com o MPSC, o nome da operação faz referência aos canais clandestinos de comunicação que seriam utilizados por integrantes da organização criminosa por meio da entrada irregular de celulares no sistema prisional.
A investigação permanece sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas quando houver autorização para tornar públicos os autos.









