Uma obra emergencial começou nesta segunda-feira (18) na região conhecida como “Barreiro do Vilmar”, no bairro Morro Alto, área rural de Balneário Piçarras. A intervenção é acompanhada pela Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil e tem como principal objetivo reduzir os riscos provocados pela instabilidade das encostas e aumentar a segurança das famílias que vivem no entorno.
A primeira etapa dos trabalhos concentra-se na área frontal da propriedade, onde estão aproximadamente 20 residências. Os serviços incluem a reestruturação das encostas e a implantação de um sistema de drenagem, medidas destinadas a melhorar a estabilidade do terreno e diminuir os riscos para moradores e imóveis.
Segundo a Defesa Civil, caso as condições climáticas sejam favoráveis, essa primeira fase deve ser concluída em aproximadamente 30 dias.
Área tem histórico de intervenções
O local possui histórico de ocupação irregular e de extração mineral sem o devido licenciamento. Essas intervenções contribuíram para o processo de instabilidade das encostas. A área permanece embargada para atividades de exploração mineral.
A obra completa prevê uma série de medidas para recuperação e estabilização do terreno, entre elas a reestruturação das encostas, implantação de sistemas de drenagem, formação e adequação de taludes e bermas, além da elaboração e execução de um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD).
O prazo estimado para a conclusão de toda a intervenção é de até 180 dias. O cronograma, porém, poderá sofrer alterações caso ocorram períodos de chuva ou outras condições climáticas que impeçam a execução dos serviços.
Defesa Civil acompanha intervenção
A coordenadora de Proteção e Defesa Civil de Balneário Piçarras, Carla Krug, afirma que a prioridade neste momento é reduzir os riscos para as famílias que vivem nas áreas mais próximas às encostas.
“A prioridade é garantir a segurança das pessoas que vivem no entorno. Estamos acompanhando de perto essa intervenção, que começa justamente pelas áreas que oferecem maior preocupação às residências”, destaca.
A execução das medidas ocorre em parceria com os novos proprietários da área, que assumiram a responsabilidade pelos serviços necessários para a estabilização do terreno e recuperação da área degradada.
De acordo com Carla Krug, a solução para o problema, que se estende há décadas, dependerá do acompanhamento técnico e da execução das diferentes etapas previstas no projeto.
A Defesa Civil continuará monitorando o andamento da obra e as condições do local, com foco na redução dos riscos e na segurança dos moradores do entorno.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Texto, Lyandra Machado, jornalista responsável
Foto: José Santos










