A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Casa de Palha para aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades na aplicação de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Palhoça (IPPA), na Grande Florianópolis. Os prejuízos são estimados pela PF em R$ 16 milhões.
A investigação apura aplicações realizadas em 2013 que teriam sido feitas sem o cumprimento das formalidades exigidas. Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro endereços residenciais ligados aos investigados: três em São José e um em Palhoça.
PF solicita bloqueio de bens e valores
Além das buscas, a Polícia Federal solicitou à Justiça o bloqueio de valores e a indisponibilidade de imóveis, além do sequestro de veículos e embarcações pertencentes aos investigados e a empresas ligadas a eles.
A medida busca preservar patrimônio para uma eventual reparação dos danos e prejuízos estimados em R$ 16 milhões.
Segundo a PF, as investigações começaram após auditorias da Secretaria de Previdência (SPREV) identificarem irregularidades nas aplicações dos recursos do fundo previdenciário dos servidores municipais de Palhoça.
Investigação apura possível retorno de recursos a agentes públicos
As apurações indicam que parte dos recursos supostamente desviados pode ter retornado a agentes públicos envolvidos no esquema. A Polícia Federal também identificou indícios de que valores teriam sido convertidos em bens, como imóveis e veículos, registrados em nome de terceiros.
O material apreendido durante a operação será analisado para buscar novas evidências e identificar possíveis outros envolvidos.
A investigação segue em andamento, e as suspeitas apuradas ainda dependem da conclusão das diligências e da análise das autoridades competentes.











