A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) intensificou as ações de vigilância e contenção da Doença de Newcastle após a confirmação de um segundo foco da enfermidade no Oeste catarinense. Conforme balanço divulgado pela companhia no sábado (24), 15 granjas comerciais da região tiveram resultados negativos para a doença, e as aves desses locais foram liberadas pelo Serviço Veterinário Oficial para o abate comercial regular.
O novo foco foi confirmado por análise laboratorial entre os dias 23 e 24 de outubro, em um núcleo de perus de corte no município de Coronel Freitas. O primeiro caso havia sido registrado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba.
Segundo a Cidasc, mais de 70% da zona de vigilância do segundo foco coincide com a área monitorada desde a primeira ocorrência. Isso permite aproveitar parte do trabalho de mapeamento e fiscalização já realizado, enquanto as equipes incluem as propriedades restantes no roteiro de acompanhamento.
Testes negativos permitem continuidade da produção
Os resultados negativos em 15 granjas comerciais representam uma informação importante para o setor avícola regional. De acordo com a companhia, as aves de um núcleo vizinho ao foco recém-confirmado também apresentaram resultados negativos e foram liberadas para o abate comercial.
A medida permite a continuidade das atividades nas áreas consideradas livres da doença, enquanto os procedimentos sanitários permanecem em andamento nos locais afetados.
No primeiro foco, em Nova Itaberaba, os procedimentos de limpeza e desinfecção foram concluídos e a propriedade entrou em vazio sanitário. A Cidasc também informou a desmobilização da primeira barreira sanitária instalada na região.
Vírus também foi identificado em pombos de vida livre
A vigilância sanitária identificou ainda a presença do vírus da Doença de Newcastle em pombos de vida livre no município de Marema, fora da área de emergência. Segundo a Cidasc, os animais apresentavam sinais clínicos que foram posteriormente confirmados por exames laboratoriais.
A companhia informou que o foco em Coronel Freitas também teve origem associada à transmissão do vírus por pombos.
Diante desse cenário, a orientação aos produtores é reforçar as medidas de biosseguridade nas granjas, incluindo a manutenção de telas de proteção nos aviários, o controle de pragas e a desinfecção de veículos e calçados. Essas medidas buscam reduzir o contato entre aves de vida livre e os plantéis comerciais.
Mais de 160 propriedades comerciais foram vistoriadas
Até 24 de outubro, o Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo) havia concluído a primeira rodada de vigilância nos estabelecimentos comerciais da área de emergência.
O balanço divulgado pela Cidasc reúne os seguintes números:
- Mais de 160 propriedades comerciais de criação de galinhas e perus vistoriadas;
- 317 propriedades de criação de subsistência fiscalizadas;
- 78 coletas de amostras realizadas;
- Quatro barreiras sanitárias, móveis e fixas, em funcionamento 24 horas por dia para controle do trânsito e desinfecção de veículos.
A operação conta com dezenas de profissionais, apoio das forças de segurança e participação do setor produtivo. Conforme a Cidasc, as ações continuarão até a erradicação do evento sanitário, com o objetivo de proteger a produção avícola e o status sanitário de Santa Catarina.
Fonte: Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc)









