A chegada e a expansão do esgotamento sanitário vão além da melhoria das condições de saúde e meio ambiente. Em cidades que recebem investimentos em infraestrutura, o saneamento também contribui para um ambiente urbano mais estruturado e preparado para novos empreendimentos, moradores e investimentos.
Em Santa Catarina, municípios atendidos pelas concessionárias da Aegea SC vivem esse processo. Bombinhas, cidade de atuação da concessionária Águas de Bombinhas, é um exemplo, especialmente pela forte vocação turística e pela importância da preservação de suas praias e recursos naturais.
A evolução do município também pode ser observada no mercado imobiliário. Em 2016, por exemplo, o metro quadrado em Bombinhas custava entre R$ 6 mil e R$ 8 mil, enquanto a média nas grandes cidades monitoradas pelo FipeZap estava em torno de R$ 7,6 mil. Em 2025 – após o início da instalação do novo sistema de esgotamento – o valor do metro quadrado no município passou para a faixa de R$ 16 mil a R$ 18 mil, enquanto imóveis frente mar podem alcançar R$ 20 mil/m² ou mais.
Na prática, o preço do metro quadrado em Bombinhas mais do que dobrou desde 2016 e, dependendo do segmento analisado, praticamente triplicou. A valorização acompanha um período de expansão da construção civil, novos investimentos e transformação da infraestrutura urbana.
Embora o preço dos imóveis seja influenciado por diversos fatores, como localização, turismo, oferta de terrenos e demanda, a infraestrutura é um componente importante na formação de valor de um território. O saneamento integra esse conjunto ao oferecer condições para um crescimento urbano mais organizado e sustentável.
Em destinos turísticos como Bombinhas, esse impacto ganha ainda mais relevância. A coleta e o tratamento adequados do esgoto contribuem para a proteção ambiental e para a qualidade das praias, ativos fundamentais para a economia local e para a atratividade do município.
Assim, o saneamento deixa de ser apenas uma infraestrutura subterrânea e passa a fazer parte da transformação visível das cidades: mais qualidade de vida, proteção ambiental, desenvolvimento urbano e condições para novos ciclos de valorização e investimentos.









