À primeira vista, a água de um poço pode até parecer limpa, mas a aparência, a cor, o cheiro ou o gosto não são suficientes para garantir que ela seja própria para o consumo. Em muitos casos, a contaminação só pode ser identificada por meio de análises realizadas de acordo com os critérios adequados. Para orientar a população sobre os riscos relacionados ao consumo de água não tratada, a Águas de Bombinhas reforça a importância do cuidado, do controle e da informação, especialmente quando se trata da utilização de poços.
A iniciativa chama a atenção para estudos realizados no Brasil que apontam a ocorrência de contaminação em grande parte das amostras de água analisadas. Resíduos provenientes de fezes, fossas e esgoto podem se infiltrar no solo e alcançar os lençóis subterrâneos, comprometendo a qualidade da água mesmo quando ela aparenta estar limpa.
O uso de poços sem o devido controle técnico e sanitário pode representar riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Como muitos contaminantes não alteram características perceptíveis da água, o consumo sem tratamento adequado pode transformar uma fonte aparentemente segura em um potencial vetor de contaminação. Por esse motivo, a Águas de Bombinhas orienta que a população esteja atenta à qualidade da água e às condições de regularização e operação dos poços utilizados para consumo humano.
A regularização também é fundamental para garantir a segurança jurídica e possibilitar o acompanhamento da qualidade do recurso hídrico. A legislação brasileira estabelece que a captação de água por poços artesianos para consumo humano é permitida em locais onde não há disponibilidade de rede pública de abastecimento. A abertura e a operação de poços sem a devida outorga do órgão ambiental estadual configuram irregularidade e podem resultar em medidas como interdição, lacração e aplicação de multas.










