O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, encaminhou à Câmara de Vereadores uma solicitação para que o Legislativo promova, no prazo de 30 dias, as discussões necessárias e apresente uma alternativa de local para a implantação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município.
A medida ocorre em meio às divergências manifestadas por parte dos vereadores em relação à área atualmente proposta para receber a estrutura. Segundo o prefeito, o debate e as posições contrárias fazem parte do processo democrático, mas precisam ser acompanhados de alternativas capazes de viabilizar a solução de um problema histórico de infraestrutura e saneamento de Camboriú.
“Respeitamos as manifestações contrárias, os questionamentos e o debate democrático. No entanto, se existe uma posição diferente em relação à proposta apresentada, é fundamental que também sejam apontados caminhos concretos para solucionar o problema. O que Camboriú precisa é de uma solução”, afirmou Leonel Pavan.
Área de 25 mil metros quadrados
A proposta atualmente em discussão prevê a disponibilização, pelo Instituto Federal Catarinense (IFC), de uma área de aproximadamente 25 mil metros quadrados, por meio de doação, para a implantação da estação.
A construção da ETE será realizada pela empresa Aegea, concessionária responsável pelos serviços de saneamento, com recursos próprios da empresa. Conforme informado pela Prefeitura, não haverá custos de implantação da estrutura para os cofres municipais.
Para o prefeito, a proposta representa uma oportunidade para avançar na implantação de um sistema de tratamento de esgoto capaz de atender às necessidades da população e enfrentar uma demanda que se estende há décadas.
“Este é um tema que precisa estar acima de governos, mandatos e interesses políticos. Estamos falando do futuro de Camboriú e de uma necessidade que a população espera há décadas. Queremos construir uma solução responsável, técnica e ambientalmente adequada”, destacou.
Câmara terá 30 dias para apresentar alternativa
Caso os vereadores considerem que o local atualmente proposto não seja adequado, o Executivo pretende que o Legislativo apresente, dentro do prazo de 30 dias, uma alternativa que possa ser submetida à análise técnica.
A área indicada deverá reunir condições técnicas, ambientais e financeiras que permitam a implantação da Estação de Tratamento de Esgoto.
“Ser contrário a uma proposta é um direito legítimo. Apresentar um caminho viável para substituí-la é uma responsabilidade que deve acompanhar essa posição. Por isso, estamos abrindo esse prazo para que sejam apresentadas alternativas concretas”, afirmou Pavan.
Ao final do período estabelecido, caso não seja apresentada uma alternativa considerada tecnicamente adequada, ambientalmente responsável e financeiramente viável, o prefeito pretende que o Município possa dar continuidade à proposta atualmente em discussão.
A intenção, segundo o Executivo, é evitar que as divergências em torno do local impeçam o avanço de uma solução para o esgotamento sanitário de Camboriú.
“Não podemos transformar uma necessidade histórica da população em um debate sem fim. O Município está disposto a ouvir, analisar alternativas e dialogar. Mas precisamos chegar a uma solução. Se houver um caminho melhor, queremos conhecê-lo e analisá-lo. Se não houver, precisamos ter responsabilidade para avançar com a proposta que está colocada”, concluiu Leonel Pavan.
Texto: Molina Orval – Fotos: Divulgação PMC










