A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu em flagrante duas mulheres, de 31 e 34 anos, suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada na aplicação do chamado golpe da falsa entrevista de emprego. A ação foi realizada pela Central de Plantão Policial (CPP) de Balneário Camboriú, após monitoramento de um espaço de coworking onde o esquema era colocado em prática.
Segundo a investigação, as suspeitas, naturais de Curitiba (PR), vieram ao município exclusivamente para executar os golpes. No momento da abordagem, elas apresentavam documentos falsificados e identidades adulteradas.
Como funcionava o golpe
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava técnicas de engenharia social para atrair vítimas por meio de mensagens enviadas via WhatsApp, oferecendo supostas oportunidades de emprego.
Para dar aparência de legitimidade ao processo seletivo, as investigadas alugavam salas em espaços de coworking e montavam uma estrutura semelhante à de empresas de recrutamento.
No local, os candidatos eram submetidos a testes escritos, preenchimento de formulários e avaliações de liderança. Em seguida, eram informados de que precisariam realizar um cadastro de biometria facial para liberar o acesso às dependências de grandes construtoras e empresas parceiras da região.
Durante esse procedimento, as suspeitas capturavam imagens em alta resolução do rosto das vítimas utilizando um dispositivo eletrônico.
Segundo a Polícia Civil, essas imagens eram utilizadas por outros integrantes da organização criminosa para validar remotamente novos aparelhos celulares vinculados às contas bancárias das vítimas, burlando os sistemas de segurança das instituições financeiras e possibilitando a prática de fraudes.
Prisão ocorreu durante falsa entrevista
As investigações tiveram início após o proprietário do espaço de coworking desconfiar de inconsistências nos documentos apresentados pelas mulheres para locação da sala.
Diante da suspeita, policiais civis passaram a monitorar o local e realizaram a prisão em flagrante exatamente no momento em que uma nova vítima participava do falso processo seletivo.
Durante a operação, foram apreendidos:
- Aparelhos celulares;
- Notebooks;
- Documentos falsificados;
- Formulários e provas utilizados nas falsas entrevistas;
- Materiais empregados para simular processos seletivos.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar e responsabilizar os demais integrantes da associação criminosa, além de apurar a extensão dos prejuízos causados às vítimas.
As autoridades também reforçam o alerta para que candidatos a vagas de emprego desconfiem de processos seletivos que solicitem coleta de biometria facial ou dados sensíveis sem justificativa clara e verificável.









