O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) a Operação Coluna Sul, considerada a maior da história da força-tarefa no estado. A ação tem como objetivo desarticular um núcleo de uma facção criminosa com atuação em Santa Catarina e outros cinco estados brasileiros.
Ao todo, estão sendo cumpridas 320 ordens judiciais, expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Segundo o balanço divulgado pelo MPSC, até o momento foram cumpridos 139 mandados de prisão e 132 mandados de busca e apreensão, além de seis prisões em flagrante, totalizando 145 pessoas presas.
Em Santa Catarina, foram registradas 71 prisões no sistema prisional, 39 prisões fora das unidades prisionais e uma prisão em flagrante. Também houve prisões nos demais estados: quatro no Rio Grande do Sul, nove no Paraná, 16 em São Paulo (quatro em flagrante), duas em Minas Gerais (uma em flagrante) e duas em Mato Grosso do Sul.
A Operação Coluna Sul é um desdobramento da Operação Maserati e investiga a atuação de integrantes de uma organização criminosa suspeita de coordenar atividades ilícitas tanto dentro quanto fora do sistema prisional. Entre os crimes apurados estão organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de arma de fogo.
Grande mobilização das forças de segurança
Em Santa Catarina, a operação mobilizou 103 integrantes do GAECO, cerca de 552 agentes das forças de segurança, 198 viaturas e dois helicópteros.
Foram instaladas cinco bases operacionais nos municípios de Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste para coordenar o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
A ação contou com a participação integrada de equipes do GAECO e o apoio da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Científica, além das forças de segurança dos estados envolvidos na operação.
Confronto no Paraná
Durante o cumprimento de mandados no Paraná, equipes foram recebidas a tiros por suspeitos ligados à organização criminosa. Houve confronto armado com policiais do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE), que prestavam apoio ao GAECO paranaense.
Um dos suspeitos morreu durante a troca de tiros após, segundo as autoridades, atirar contra os policiais utilizando uma pistola com seletor de rajada.
Os materiais apreendidos durante a operação serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina para realização de perícias. A investigação segue em sigilo e novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.
De acordo com o Ministério Público, o nome Operação Coluna Sul faz referência à denominação utilizada pela própria organização criminosa para designar a região estratégica formada pelos estados do Sul e parte do Centro-Oeste, considerada fundamental para a expansão e o controle das atividades da facção.










