O Governo Federal anunciou a ampliação da cota de captura da tainha destinada à modalidade de arrasto de praia no litoral Norte de Santa Catarina. A medida foi divulgada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e busca garantir que os pescadores artesanais da região possam ser beneficiados durante a safra de 2026.
Segundo o ministério, a decisão foi baseada na avaliação mais recente do estoque da espécie e tem como objetivo equilibrar a atividade pesqueira com a preservação dos recursos naturais, assegurando a sustentabilidade da pesca para as próximas temporadas.
Apesar do anúncio, o Governo Federal reforça que a pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia permanece suspensa até a publicação de uma portaria conjunta entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Somente após a publicação oficial do documento a atividade será liberada.
Tradição e cultura catarinense
O arrasto de praia é uma das modalidades mais tradicionais da pesca artesanal catarinense e faz parte da identidade cultural das comunidades litorâneas do estado. A prática é passada entre gerações e representa uma importante fonte de renda para centenas de famílias que dependem da safra da tainha.
Nos últimos meses, a definição das cotas de captura tem gerado debates entre pescadores, entidades do setor e órgãos ambientais, especialmente em municípios do litoral catarinense onde a pesca artesanal desempenha papel fundamental na economia local.
Ampliação busca atender demanda do setor
De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura, a ampliação da cota demonstra o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da pesca artesanal brasileira, adotando critérios técnicos e participação social na definição das políticas para o setor.
A expectativa agora é pela publicação da portaria conjunta que oficializará a nova cota e permitirá o início das atividades de pesca dentro das regras estabelecidas para a safra de 2026.
Enquanto isso, os pescadores devem aguardar a regulamentação oficial para evitar infrações às normas vigentes.










