O Município de Itajaí realizou o lançamento oficial do Programa Família Acolhedora, na Câmara de Vereadores de Itajaí, nesta quarta-feira (8). A ação é conduzida pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania e tem como objetivo ampliar a rede de proteção a crianças e adolescentes.
O programa prevê o acolhimento temporário de crianças e adolescentes afastados da família por decisão judicial. As famílias acolhedoras recebem acompanhamento de equipe técnica e suporte durante todo o período, incluindo auxílio financeiro.
Segundo o secretário de Assistência Social e Cidadania, André Leonardo Severino, a implantação do serviço atende a uma demanda legal e social. Ele também destacou a importância da iniciativa como prioridade no atendimento. “A família acolhedora é a primeira opção antes do acolhimento institucional, pois permite que a criança ou adolescente receba proteção em um ambiente familiar”, explicou o secretário.
“Quando conversei com o Léo Severino e com o Rubens lá atrás, estabelecemos os desafios e metas que ele tinha que cumprir, entre elas era tornar Itajaí a melhor cidade para as crianças viverem. Então é assim, trabalhando com metas para que nossas crianças possam viver melhor”, disse o prefeito de Itajaí, Robison Coelho, durante seu discurso no lançamento.
“No momento que eu estava no exercicio de prefeito de Itajaí, eu tive a grata honra de sancionar esta Lei como prefeito. Fiquei muito feliz” afirmou o vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti. Ainda completou sobre os esforços aplicados para tornar o município de Itajaí uma cidade cada vez mais acolhedora.
Para participar, é necessário ter mais de 21 anos, residir em Itajaí, não estar na fila de adoção e apresentar disponibilidade de tempo e estrutura para o acolhimento. O portal oficial para realização da inscrição está disponível aqui. Ainda, é possível entrar em contato com o programa pelo telefone (47) 3348 8775 ou e-mail [email protected].
Famílias que já participam do serviço em outras cidades compartilharam a experiência durante o evento. Flávio Luiz, integrante do programa em Brusque, ressaltou o impacto da iniciativa. “Desde 2020 fazemos parte do serviço e entendemos que isso faz parte de um propósito para a nossa família. Cuidar dessas crianças em situação de vulnerabilidade transforma a nossa realidade”, relatou.
Flávio também explicou como funciona o processo de preparação das famílias. “Existe uma capacitação com equipe técnica especializada que acompanha cada família. Ao longo desse processo, a pessoa compreende o que é ser uma família acolhedora e se prepara para cuidar de crianças que tiveram seus direitos violados”, disse.
