Autor: da Redação

  • Regional da AEGEA em SC mantém certificações ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001

    Regional da AEGEA em SC mantém certificações ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001

    A Regional Santa Catarina da AEGEA — que reúne as concessionárias Águas de Camboriú, Águas de Bombinhas, Águas de Penha e Águas de São Francisco do Sul — manteve a certificação do seu Sistema de Gestão Integrado (SGI), atendendo aos requisitos das normas internacionais ISO 9001 (Qualidade), ISO 14001 (Meio Ambiente) e ISO 45001 (Saúde e Segurança Ocupacional).

    O anúncio foi feito no dia 7 de agosto de 2025, após três dias de auditoria externa conduzida pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, certificadora com reconhecimento internacional por meio da IQNet (The International Certification Network) e acreditada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

    A auditoria de supervisão foi realizada de forma presencial e envolveu a análise de documentos, mapeamentos de processos, revisões de procedimentos e a verificação prática das atividades operacionais, incluindo visitas a campo.

    Para a coordenadora de EHS da Regional Sul, Vanessa Munaretti, o resultado reflete o comprometimento das equipes. “Essa foi a primeira auditoria externa de supervisão na regional. O resultado é fruto do engajamento e da dedicação dos colaboradores em todas as etapas do processo, além do domínio técnico sobre o sistema de gestão. A manutenção da certificação reforça nosso compromisso com a eficiência, a conformidade e a melhoria contínua dos serviços”, afirma.

    A analista de Qualidade, Janaine Sievers, destaca o trabalho de preparação realizado internamente: “Foram meses de revisões detalhadas e alinhamentos entre todas as áreas. A conquista demonstra o esforço coletivo e a busca constante por excelência.”

    Parceira da Regional desde a implantação do sistema de gestão, a consultoria TCA Sistemas Empresariais também teve participação estratégica no processo de estruturação e acompanhamento das ações. As auditorias externas de recertificação ocorrem a cada três anos, sob coordenação da área de EHS. Além disso, são realizadas auditorias internas e de supervisão anualmente, com o objetivo de garantir o cumprimento dos requisitos do SGI e impulsionar a evolução contínua dos processos.

    Para as diretoras Reginalva Mureb, presidente da AEGEA em Santa Catarina, e Maraísa Mendonça, diretora executiva da Regional SC, o estado se destaca pelos serviços prestados com excelência e alta qualidade, respaldados pelas certificações conquistadas. “Essas conquistas reforçam nosso compromisso com a proteção à saúde dos colaboradores, a preservação ambiental e a entrega de serviços de alto padrão à população catarinense. Estamos em melhoria contínua para buscar a satisfação do catarinense”, finaliza Reginalva.

  • Governador dá posse a Henrique de Freitas Junqueira como secretário adjunto da Casa Civil de Santa Catarina

    Governador dá posse a Henrique de Freitas Junqueira como secretário adjunto da Casa Civil de Santa Catarina

    Foto: Leo Munhoz / SECOM

    O governador Jorginho Mello deu posse a Henrique de Freitas Junqueira, nesta quarta-feira,13, como secretário adjunto da Casa Civil de Santa Catarina. Ele será responsável por auxiliar na articulação do Poder Executivo com a Assembleia Legislativa do Estado (Alesc), função antes exercida por Marcelo Mendes.

    Graduado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) em 2013, Henrique Junqueira possui sólida trajetória no serviço público. Atuou como assessor legislativo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, trabalhando diretamente com o governador Jorginho Mello durante seus mandatos nas duas Casas Legislativas.

    “A Casa Civil é a ponte entre o Governo e a Assembleia, e o Henrique é uma pessoa de confiança, que me acompanha há anos e conhece o funcionamento da política de Brasília e de Santa Catarina. Tenho certeza de que ele fará um grande trabalho”, afirmou o governador Jorginho Mello.

    Henrique destacou que sua missão é dar agilidade e eficiência na relação com o Legislativo. “Assumo o compromisso de fortalecer o diálogo com os deputados e contribuir para que as pautas do Governo avancem em benefício dos catarinenses”, disse o novo secretário adjunto.

    A relação de confiança construída ao longo dos anos, a experiência em articulação política e o fato de já conhecer o secretário Kennedy Nunes pesaram na escolha de seu nome. Junqueira trabalhará ao lado de Kennedy, fortalecendo o diálogo com os deputados estaduais e conduzindo pautas estratégicas para o governo catarinense.

  • CRAS Itinerante oferece serviços gratuitos aos moradores do bairro Ilhota nesta quarta-feira

    CRAS Itinerante oferece serviços gratuitos aos moradores do bairro Ilhota nesta quarta-feira

    A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, promoveu na tarde desta quarta-feira (13) o CRAS Itinerante no bairro Ilhota.

    A ação, realizada na sede da Associação de Moradores, localizada na Rua 1208 C, nº 43, teve início às 13h e reuniu uma série de serviços gratuitos com o objetivo de aproximar a comunidade dos atendimentos oferecidos pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

    Foram oferecidos atendimentos nas áreas de saúde, cidadania e bem-estar para os moradores.

    Entre os principais serviços, estiveram orientações sobre o Programa Bolsa Família, solicitação de isenção para certidões de nascimento e casamento e atendimentos socioassistenciais para avaliação de benefícios eventuais.

    Moradora do bairro Ilhota, Luiza dos Santos Cordeiro compareceu acompanhada do marido, Wilson José de Souza, que é deficiente físico e necessitava de atualização no CadÚnico e atendimento da assistência social.

    “É maravilhoso! Imagina ter que ir até a Meia Praia, sem veículo e com todas as dificuldades que a gente enfrenta… Seria quase impossível para nós. Aqui ficou muito mais fácil. Essa iniciativa ajuda muito a comunidade”, contou dona Luiza.

    Na área da saúde, foram disponibilizados serviços de aferição de pressão arterial e teste rápido de gravidez (exame HCG). Já no setor de beleza e cuidados pessoais, o corte de cabelo gratuito foi um dos serviços mais procurados.

    “Aproveitei que já estou aqui para cortar o cabelo. Eu não trabalho e a situação está difícil, às vezes até pagar por um corte é complicado. Então, um atendimento como esse é uma grande ajuda”, comentou dona Luiza, feliz com o novo visual.

    De acordo com a secretária de Assistência Social, Iris Bispo, o CRAS Itinerante é uma forma de facilitar o acesso da população aos serviços socioassistenciais:

    “Nosso objetivo é que nenhum morador fique sem acesso aos serviços essenciais. Com o CRAS Itinerante, conseguimos chegar até as pessoas, especialmente aquelas que enfrentam dificuldades de deslocamento. É um trabalho que aproxima, escuta e resolve demandas importantes”, destacou.

  • Plano Brasil Soberano saiba quais medidas foram anunciadas pelo governo

    Plano Brasil Soberano saiba quais medidas foram anunciadas pelo governo

    O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) a medida provisória (MP), chamada de Plano Brasil Soberano, que reúne medidas de apoio às empresas, aos exportadores e trabalhadores afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos contra os produtos brasileiros.

    A MP foi publicada hoje em edição extra do Diário Oficial da União

    De acordo com a Presidência da República, o plano tem três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo.

    Entre as principais medidas previstas estão algumas linhas de crédito. Apenas do Fundo Garantidor de Exportações serão R$ 30 bilhões, conforme anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Os recursos serão usados como funding para a concessão de crédito com taxas acessíveis e, também, para ampliar as linhas de financiamento às exportações.

    A MP define quem terá prioridade para a obter os créditos. Empresas mais afetadas terão preferência, levando em conta a dependência do faturamento em relação às exportações para os EUA; tipo de produto; e o porte de empresa.

    No caso das pequenas e médias empresas, elas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito.

    governo ressalta que o acesso às linhas estará condicionado à manutenção dos empregos.

    Estão previstos, também, aportes de R$ 4,5 bilhões em fundos garantidores; e R$ 5 bilhões em crédito pelo novo Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Novo Reintegra).

    >> Veja medidas do Plano Brasil Soberano: 

    Fundos e Reintegra

    No caso dos fundos garantidores, estão previstos aportes adicionais de R$ 1,5 bilhão no Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE); de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e R$ 1 bilhão no Fundo de Garantia de Operações (FGO), do Banco do Brasil, voltados prioritariamente para pequenos e médios exportadores.

    Outra medida é a suspensão de pagamento de tributos para empresas exportadoras; e o aumento do percentual de restituição de tributos federais, a empresas afetadas, via Novo Reintegra – Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários. Trata-se de um incentivo fiscal que permite às empresas recuperar parte dos impostos indiretos incidentes sobre a cadeia produtiva dos produtos exportados.

    Reintegra devolve, aos exportadores brasileiros, parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário. Dessa forma, ajuda as empresas a reduzirem custos e melhorar a competitividade no mercado externo.

    Conforme o governo, atualmente, empresas de grande e médio porte (de industrializados) têm alíquota de 0,1%. As micro e pequenas têm retorno de aproximadamente 3% da alíquota, por meio do programa Acredita Exportação. 

    “A medida aumenta em até 3 pontos percentuais o benefício para empresas cujas exportações de produtos industrializados foram prejudicadas por medidas tarifárias unilaterais. Ou seja, para continuarem competitivas no mercado norte-americano, grandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de alíquota, e as micro e pequenas, com até 6%”, complementou.

    A equipe econômica estima que o impacto do Reintegra seja de até R$ 5 bilhões ao longo do prazo previsto, que vai até dezembro de 2026.

    A MP autoriza a Receita Federal a adiar por dois meses a cobrança de impostos para as empresas mais impactadas pelo tarifaço.

    Compras públicas

    Órgãos públicos ainda terão facilidade para as compras de alimentos para escolas, hospitais. A medida é uma forma de apoio a produtores rurais e agroindústrias que tenham deixado de exportar por causa da taxação.

    “De forma extraordinária, por ato infralegal, União, estados e municípios poderão fazer compras para seus programas de alimentação (para merenda escolar, hospitais etc) por meio de procedimento simplificado e média de preço de mercado, garantidos a transparência e o controle dos processos”, detalha o Planalto.

    medida vale “apenas para produtos afetados pelas sobretaxas unilaterais”.

    Sistema de exportação

    A fim de facilitar a exportação, a MP amplia as regras da garantia à exportação, instrumento que protege o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos.

    A ação tem foco em “empresas exportadoras de média e alta intensidade tecnológica e investimentos produtivos em economia verde”.

    Além disso, o plano permitirá que bancos e seguradoras utilizem essa garantia em mais tipos de operações; e prevê mecanismos de compartilhamento de risco entre governo e setor privado, “utilizando o Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE) como mecanismo de primeiras perdas, aumentando o acesso a crédito e reduzindo custos”.

    Drawback

    O governo irá também prorrogar prazos do regime de drawback, recurso que possibilita a suspensão de tributos incidentes sobre insumos importados para utilização em produto exportado.

    O prazo para que as empresas consigam exportar as mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime será prorrogado.

    “Esses produtos poderão ser exportados para os EUA ou para outros destinos. Com isso, elas não terão que pagar multa e juros se não conseguirem exportar aos EUA no prazo originalmente previsto”, justifica.

    Segundo a MP, a medida vale para as empresas que contrataram exportações para o mercado dos Estados Unidos, com entrega até o final de 2025. 

    “Dos US$ 40 bilhões exportados em 2024 para os Estados Unidos, US$ 10,5 bilhões foram realizados via regime de drawback”, informou o governo.

    A prorrogação, conforme o governo, não tem impacto fiscal, apenas posterga o prazo para cumprimento dos compromissos de exportação assumidos.

    Proteção ao trabalhador

    Com o objetivo de evitar demissões em razão do tarifaço, o Plano Brasil Soberano cria a Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego para monitorar o nível de emprego nas empresas e nas cadeias produtivas.

    Por meio dela, terá condições de fiscalizar obrigações, benefícios e acordos trabalhistas, além de propor ações voltadas à preservação e manutenção dos postos de trabalho.

    A MP prevê que essa câmara funcionará em nível nacional e regional, via Câmaras Regionais nas Superintendências Regionais do Trabalho.

    A câmara irá acompanhar diagnósticos, estudos e informações relativas ao nível de emprego nas empresas e subsetores afetados. E vão monitorar obrigações, benefícios e repercussões nas folhas de pagamento decorrentes de acordos para preservar empregos e mitigar os efeitos das tarifas.

    Ela vai também fiscalizar o cumprimento das obrigações acordadas e a manutenção dos empregos por meio da Inspeção do Trabalho, bem como promover negociação coletiva e mediação de conflitos para manter o emprego.

    Diplomacia comercial e multilateralismo

    Do ponto de vista do comércio internacional, visando ampliar e diversificar mercados, o plano busca reduzir a dependência das exportações brasileiras aos Estados Unidos.

    Nesse sentido, mantém a estratégia brasileira de avançar nas negociações de acordos que abrem novas oportunidades para empresas nacionais.

    Foi o caso das negociações já concluídas com a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Estão ainda em negociação acordos com Emirados Árabes Unidos e Canadá; e diálogos têm avançado com Índia e Vietnã.

    Objetivo

    O governo federal realizou 39 reuniões com cerca de 400 representantes de empresas e/ou entidades privadas, federações de indústrias, governadores e segmentos como manufatura, agro, tecnologia, mineração, big techs, indústria da saúde, alimentação, calçadista, moveleira, entre outros, bem como empresas norte-americanas para elaborar o plano.

    “Com o Plano Brasil Soberano, o governo federal não está apenas reagindo a uma ameaça imediata: está reconstruindo e fortalecendo o sistema nacional de financiamento e seguro à exportação, para que o país seja mais competitivo e menos vulnerável a esse tipo de medida no futuro”, afirma texto do Planalto.

    Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

    FONTE EBC

  • LIPEDEMA uma doença crônica que precisa de diagnóstico e cuidados

    LIPEDEMA uma doença crônica que precisa de diagnóstico e cuidados

    Nesse bate-papo o jornalista Marquinhos recebeu a Dra Natalia Fahrion, Dra Mayara Schimdt e a personal Vitória Cunha, para falar sobre LIPEDEMA. Uma doença crônica, que atinge em sua grande maioria as mulheres. O programa foi ao ar neste dia 12 de agosto, pela RadioCast Litoral com a rádio 98FM. Confira

  • PRF promove leilão de mais de 2 mil veículos apreendidos ou abandonados em rodovias federais de SC

    PRF promove leilão de mais de 2 mil veículos apreendidos ou abandonados em rodovias federais de SC

    A Polícia Rodoviária Federal em SC promove nos próximos dias 19 a 21, 26 a 28 de agosto e 02 a 04 de setembro o segundo leilão de veículos retidos ou abandonados de 2025. Serão 2.034 lotes colocados para arrematação, todos localizados em pátios nas regiões do Vale do Itajaí, Planato serrano, Meio-oeste, Norte e litoral de Santa Catarina.

    Os veículos estão classificados em quatro categorias: “circulação” (que podem voltar a rodar), “sucata aproveitável com motor aproveitável”, “sucata aproveitável com motor inservível” ou “sucata inservível”.

    O certame acontece em três fases:

    19 a 21 de agosto : serão leiloados 763 veículos localizados em pátios de Navegantes, Imbituba, Indaial e Paulo Lopes.

    26 a 28 de agosto: é a vez de 730 veículos localizados em Joinville, Lages e Pouso Redondo.

    02 a 04 de setembro: 541 veículos que estão em pátios de Curitibanos, Campos Novos, Catanduvas, Irani e Concórdia poderão ser arrematados.

    O edital está disponível no Portal da PRF: https://www.gov.br/prf/pt-br/assuntos/leiloes-prf/santa-catarina ou no portal do leiloeiro: http://www.kronbergleiloes.com.br/

    Os interessados podem poderão visitar os pátios em dias úteis e horário comercial para avaliar visualmente os lotes. Dentre os veículos que podem voltar a circular, o com menor valor de lance inicial é uma VW/Parati ano 1988, oferecida por R$ 200,00.

    A licitação será exclusivamente eletrônica. As sessões sempre terão início às 9h00h, através do site do leiloeiro. Os interessados devem efetuar o cadastro no portal do leiloeiro, onde terão acesso aos dados e fotos dos veículos e onde poderão já registrar lances, nos dias anteriores à sessão.

    O valor arrecadado pelo leilão será utilizado inicialmente para pagamento das despesas do certame. Em seguida, vai custear as despesas de remoção e estadia dos veículos, depois vai pagar os tributos vencidos, débitos trabalhistas e de multas, respectivamente. Em caso de haver saldo remanescente, o valor ficará à disposição do antigo proprietário.

  • Governo de SC anuncia pacote de R$ 435 milhões para apoiar empresas afetadas pela nova tarifa dos EUA

    Governo de SC anuncia pacote de R$ 435 milhões para apoiar empresas afetadas pela nova tarifa dos EUA

    Fotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

    O governador Jorginho Mello anunciou nesta quarta-feira, 13, um pacote de R$ 435 milhões em medidas emergenciais para apoiar os setores da economia catarinense mais prejudicados pela nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil.

    As ações do Governo de Santa Catarina têm como objetivo preservar empregos, garantir a competitividade das empresas e assegurar a manutenção das operações das indústrias mais atingidas pela nova política tarifária norte-americana. Cerca de 73 mil postos de trabalho devem ser protegidos pelas medidas. 

    O pacote será dividido em três frentes de ação:

    • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses 
    • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses 
    • Financiamento emergencial por meio do BRDE

    “É hora de manter os pés no chão e agir com firmeza para proteger quem está gerando emprego e renda em Santa Catarina. Vamos estar ao lado de quem mais precisa para continuar produzindo, investindo e fazendo a nossa economia girar”, afirmou o governador Jorginho Mello.

    O anúncio das medidas ocorreu em Florianópolis, durante coletiva realizada na FIESC, que participou ativamente da construção das propostas nos últimos dias. O presidente Gilberto Seleme reconheceu que as medidas representam uma resposta fundamental do governo catarinense em favor do setor produtivo num momento grave.

    Em contrapartida, as empresas atendidas deverão concentrar esforços na manutenção dos postos de trabalho, contribuindo para a estabilidade econômica de Santa Catarina. “É um apoio importante para que as empresas atravessem esse momento com mais segurança, preservando sua atividade e os empregos que geram em todo o Estado”, manifestou Seleme.

    Também participaram da elaboração das medidas as secretarias do Planejamento (Seplan); Indústria, Comércio e Serviço (SICOS); Agricultura (SAR); Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI); além da InvestSC, do BRDE e do Badesc. 

    Tarifa impacta 95% das exportações de SC aos EUA

    Levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) mostra que, em 2024, Santa Catarina exportou R$ 9,9 bilhões aos EUA. Cerca de 95% do volume total exportado (R$ 9,4 bilhões) está diretamente exposto à nova tarifa.

    Os setores mais atingidos são os de madeiras e derivados, incluindo móveis de madeira (48,5% das exportações para os EUA), seguido por blocos de motor e compressores (17%), além de motores elétricos e transformadores (14,5%). O Norte do Estado é a região mais impactada (44% das exportações para os EUA), seguido do Vale do Itajaí (22%).

    Classificação de risco

    As ações emergenciais estão direcionadas às empresas catarinenses expostas à nova tarifa e que correm risco real de perda de competitividade no mercado internacional, enquadradas nos níveis de risco “gerenciável”, “relevante”, “alto” e “crítico”. 

    Juntos, esses negócios respondem por cerca de R$ 8,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos e garantem mais de 73 mil empregos diretos — postos de trabalho que o pacote anunciado busca proteger diante do novo cenário internacional.

    As três frentes de apoio do Governo do Estado somam cerca de R$ 435 milhões, entre medidas financeiras e tributárias.

    “Estudamos diversos cenários para que o governador Jorginho Mello definisse as melhores alternativas para Santa Catarina. As medidas anunciadas seguem critérios técnicos, baseados em dados concretos, com foco em atender quem mais precisa e minimizar o impacto social e econômico para o Estado”, explicou o secretário Cleverson Siewert (Fazenda).

    O Governo de Santa Catarina, observa o secretário, seguirá monitorando os desdobramentos da política tarifária norte-americana e poderá atualizar ou redefinir medidas, conforme a evolução do cenário.

    Veja a distribuição das empresas afetadas:

    Nível de ImpactoExportações afetadas em relação ao faturamento EmpresasEmpregosExposição média EUA (%)FaturamentoExportações para os EUA
    Crítico75% ou mais40 (5%)4 mil (1,4%)86%R$ 2,2 biR$ 1,9 bi (20%)
    Alto50% a 75%45 (5,5%)5 mil (1,8%)60%R$ 2 biR$ 1,2 bi (13%)
    Relevante25% a 50%55 (6,5%)6 mil (2%)33%R$ 2,7 biR$ 0,9 bi (10%)
    Gerenciável5% a 25%155 (18,5%)58 mil (20,5%)11%R$ 39 biR$ 4,4 bi (47%)
    BaixoAté 5%534 (64,5%)208 mil (74%)0,5%R$ 204 biR$ 1 bi (10%)
    Total0 a 100%829281 mil13%R$ 250 biR$ 9,4 bi

    Fonte: Dados da Declaração Única de Exportação (DUE), CAGED e declarações fiscais

    Entenda as medidas:

    • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses
      R$ 62 milhões em créditos
      295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
      73 mil empregos preservados
      Início da medida: Setembro de 2025

    Empresas exportadoras acumulam créditos de ICMS gerados nas operações de exportação. Essas empresas têm um fluxo estabelecido para a transferência de crédito. Com a medida, o Estado vai antecipar a liberação do saldo de crédito acumulado dividido em três meses, garantindo a entrada de recursos no caixa das empresas de forma imediata.

    • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses
      R$ 72 milhões em ICMS postergado (R$ 36 mi/mês)
      295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
      73 mil empregos preservados
      Início da medida: Setembro de 2025

    Empresas diretamente afetadas pela tarifa poderão adiar o pagamento do ICMS por dois meses, durante três meses consecutivos. Na prática, os vencimentos do imposto serão prorrogados, sem multa, por 60 dias. A medida melhora o fluxo de caixa das empresas no curto prazo, permitindo que reorganizem suas finanças sem comprometer as operações.

    • Financiamento emergencial
      R$ 265 milhões disponíveis em linhas de financiamento
      18 mil empregos preservados
      Início da medida: Imediato

    251 empresas se enquadram nos critérios
    Níveis crítico, alto, relevante = faturamento até R$ 300 milhões/ano
    Nível gerenciável = faturamento até R$ 100 milhões/ano

    Empréstimo em Dólar (US$)
    Total: R$ 165 milhões
    Taxa: Variação cambial + 3% a.a.*
    Custo p/ Estado: R$ 18,3 milhões
    *Estado irá subsidiar cerca de 6 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

    Empréstimo em Reais (R$)
    Total: R$ 100 milhões
    Taxa: 9% a.a. fixo em R$*
    Custo p/ Estado: R$ 17,6 milhões
    *Estado irá subsidiar cerca de 10 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

    Condições gerais
    Carência: 12 meses (pagamento dos juros semestrais)
    Amortização: 24 meses (pagamento principal + juros mensais)
    Prazo p/ quitação: 36 meses
    Custo total p/ Estado: R$ 36 milhões

    O Governo de SC, em parceria com o BRDE, vai oferecer uma linha de financiamento emergencial, específica para cobrir, por quatro meses, os custos fixos das empresas (como energia, aluguel e folha de pagamento) na mesma proporção das receitas que vinham das exportações para os EUA. Será considerado o histórico de exportações para os EUA nos últimos 12 meses, não atrelado a exportações futuras. 

    Por exemplo: um negócio com faturamento anual de R$ 100 milhões, com cerca de R$ 40 milhões em exportações comprometidas pela nova tarifa, terá a opção de buscar um financiamento na ordem de R$ 4 milhões — nesse cálculo, a SEF/SC considera que o custo fixo representa 30% do faturamento da empresa.

    Serão atendidos pela medida os negócios com faturamento máximo de R$ 300 milhões/ano que tenham sofrido impacto “crítico”, “alto” ou “relevante” diante da nova tarifa. Também serão atendidos os estabelecimentos com faturamento máximo de R$ 100 milhões/ano enquadrados no nível “gerenciável” de impacto.

    “A medida prioriza empresas de médio e menor porte, que têm menos alternativas no mercado internacional e maior vulnerabilidade diante da tarifa, enquanto as grandes corporações costumam ter maior diversificação de mercados e estrutura mais adaptada para redirecionar suas estratégias comerciais”, explica o secretário Cleverson Siewert.

  • CCJ aprova aumento de pena para aliciamento de crianças na internet

    CCJ aprova aumento de pena para aliciamento de crianças na internet

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13), por unanimidade, o Projeto de Lei 2.857, de 2019, que aumenta em um terço a pena para o crime de aliciamento de crianças e adolescentes por meio da internet, via aplicativos ou redes sociais.

    “O endurecimento da punição é necessário, pois as tecnologias atualmente usadas para promover a interação entre pessoas amplificam ou facilitam a prática de crimes que antes ocorriam apenas no mundo presencial”, defendeu a relatora do texto, deputado Laura Carneiro (PSD-RJ).  

    Atualmente, o artigo 241-D, do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 1990) prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos, mais multa, a quem aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso.

    O projeto de lei avançou na CCJ após repercussão da denúncia do influenciador Felca Bressanim contra perfis que usam crianças e adolescentes com pouca roupa, dançando músicas sensuais ou falando de sexo em programas divulgados nas plataformas digitais, com o objetivo de monetizar esses conteúdos, gerando dinheiro para os donos dos canais.

    Diante da denúncia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou a entrega, em 30 dias, de um projeto de lei contra a adultização infantil, que deve ser construído por grupo de trabalho de parlamentares e especialistas.

    Regulação

    A possível responsabilização das plataformas digitais por permitir a monetização de conteúdos com exploração de crianças e adolescentes causa divergência entre os deputados.

    Os partidos de oposição criticam a possibilidade de regulação das redes argumentando que se trata de censura. Já deputados ligados à base governista justificam que a regulação das redes é necessária para reduzir os abusos contra a infância no Brasil.

    Na discussão desta quarta-feira na CCJ, o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmou que a oposição não vai permitir pautas que criem regras para o funcionamento das redes sociais.

    “Vamos ficar atentos porque estão querendo colocar jabuti para regular e censurar a rede social. A gente não vai permitir usar um tema tão precioso para a gente, que é defender as nossas crianças, para regular as redes sociais”, disse o deputado. O termo jabuti é usado para se referir a inclusão de temas que não têm relação com o objeto do projeto de lei em análise. 

    O deputado Helder Salomão (PT-ES) avalia que aumentar a pena para os criminosos não é suficiente, e defende a responsabilização das plataformas que lucram com conteúdos que exploram crianças e adolescentes.

    “Quem não quer regular as redes sociais, as plataformas digitais, as big techs, é conivente com esse tipo de crime de pedofilia, de violência sexual, de exploração sexual e de abuso sexual contra crianças e adolescentes. É uma questão lógica. Se eu acho que o ambiente digital deve ser terra de ninguém, eu estou colaborando para a prática de crimes contra a criança e a infância e os adolescentes do nosso país”, afirmou.

    Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

    FONTE EBC

  • Edson Fachin é eleito presidente do STF; Moraes será o vice

    Edson Fachin é eleito presidente do STF; Moraes será o vice

    O ministro Edson Fachin foi eleito nesta quarta-feira (13) para o ocupar o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos próximos dois anos. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes. A posse será no dia 29 de setembro.

    A votação foi feita de forma simbólica pelo plenário da Corte. Atualmente, Fachin é o vice-presidente e, pelo critério de antiguidade, deve assumir o cargo. Conforme o regimento interno, o tribunal deve ser comandado pelo ministro mais antigo que ainda não presidiu a Corte.  

    O novo presidente vai suceder a Luís Roberto Barroso, que completará o mandato de dois anos. Ao cumprimentar Fachin pela eleição, Barroso afirmou que o país tem sorte de ter o ministro na cadeira de presidente da Corte.

    “Considero, pessoalmente e institucionalmente, que é uma sorte para o país poder, nesta atual conjuntura, ter uma pessoa com essa qualidade moral e intelectual conduzindo o tribunal. Receba meu abraço pessoal e de todos os colegas, desejando que seja muito feliz e abençoado nos próximos dois anos. É duro, mas é bom”, afirmou.

    Em seguida, Fachin agradeceu a confiança depositada pelos colegas e disse que pretende fortalecer a colegialidade e o diálogo no STF. “Reitero a honra de integrar essa Corte. Recebo [a eleição] no sentido de missão e com a consciência de um dever a cumprir”, declarou.

    Moraes também parabenizou Fachin pela eleição. “Queria agradecer a solidariedade e confiança de todos os colegas e expressar minha grande honra e alegria de novamente poder ser o vice-presidente do ministro Edson Fachin, com quem já trabalhei no Tribuna Superior Eleitoral”, completou.

    Perfil

    Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Edson Fachin tomou posse no Supremo em junho de 2015. O ministro nasceu em Rondinha (RS), mas fez carreira jurídica no Paraná, onde se formou em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

    No STF, foi relator das investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. 

    Relator das ações penais da trama golpista, Alexandre de Moraes é formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro foi empossado no cargo em março de 2017.Ele foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer para suceder o ministro Teori Zavascki, falecido em um acidente de avião naquele ano.

    Antes de chegar ao STF, Moraes também ocupou diversos cargos no governo de São Paulo, onde foi secretário de Segurança Pública e de Transportes. Ele também foi ministro da Justiça no governo Temer.

    André Richter – Repórter da Agência Brasil

    FONTE EBC

  • Creas de Camboriú finalizou ciclo de encontros do primeiro grupo do Projeto Despertar da Mulher

    Creas de Camboriú finalizou ciclo de encontros do primeiro grupo do Projeto Despertar da Mulher

    O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), vinculada a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, finalizou nesta quinta-feira, dia 7, o ciclo de encontros do grupo de mulheres do primeiro semestre do Projeto “Despertar da Mulher”.

    O Projeto é focado para mulheres que estejam em situação de violência, e visa trabalhar temas de autoestima, empoderamento feminino, relacionamento abusivo e violência e profissionalização. As reuniões são realizadas todas as quintas-feiras, às 14h, sendo algumas dessas oficinas no Creas, localizado na Rua Jesuíno Anastácio Pereira, Nº701, bairro Santa Regina, e outras em instituições parceiras, e conta com transporte para as mulheres do Distrito do Monte Alegre.

    Os interessados em participar do projeto podem estar entrando em contato pelo telefone 3365-0919, o segundo ciclo de encontros está marcado para ter seu início no mês de outubro.